quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Como pilotar em um grupo de motocicleta; 8 dicas práticas



Há algum tempo atrás, conversando com alguns amigos, fiquei surpreso ao me falarem sobre as dificuldades que eles sentiam ao se deslocarem de moto com outras pessoas. Eram coisas que eu não tinha nem imaginado, pois, pertencendo a um moto grupo, já estava bem habituado a esta situação.
Alguns falavam do desconforto e até medo de andar próximos a outras motos e lamentavam este sentimento, pois nada mais agradável do que ir passear com amigos!
Atualmente, com a escalada de violência no Brasil, andar em grupo tem sido mandatório para nós motociclistas. Mas, para isso, algumas regras de conduta devem ser observadas, evitando qualquer desconforto e aumentando em muito a segurança em deslocamentos de motos em grupos.
Com isto, é muito importante que todos os integrantes de um grupo de motos conheçam algumas dicas de como se portar em um deslocamento.

1- Chegue na hora combinada
Se foi combinado um horário de saída, procure cumpri-lo. Lembre-se de cumprimentar todos os amigos que participarão do passeio. Aproveite o prazer da convivência com outros motociclistas!

2- Chegada com o tanque cheio.
Uma das coisas que mais incomoda num deslocamento de um grupo de moto e ter que parar para abastecer, pois alguém não encheu o tanque da sua moto. Chegue para o passeio com o tanque cheio de gasolina!
Para facilitar, marque, sempre que possível, o ponto de encontro para saída do passeio em um posto de gasolina. Lá, fica fácil verificar a sua moto (calibragem dos pneus, abastecimento e óleo do motor), além de tirar a “água do seu joelho”!

3- Procedimentos em rota.
Quem for liderar o grupamento, na hora marcada, deve realizar um brifim, onde vai dar as dicas do roteiro do passeio, os procedimentos nos postos de pedágio, velocidade de deslocamento, dicas de estacionamento no local de destino e, principalmente, os comentários a respeito de panes e emergências. Ao término do brifim, é se equipar e dar partida nos motores!

4- Deslocamento em formação.
Durante os deslocamentos, os integrantes deverão permanecer defasados uns dos outros e a uma distância segura entre as motos, normalmente um intervalo de 5 segundos.
Maior segurança e visualização
Não faça ziguezague! Só troque o lado da pista se o motociclista da frente efetuar a troca e sempre sinalizando o que irá fazer. 
Todos devem estar na mesma pista, a moto a sua frente em uma lateral e você na lateral oposta.
Mantenha sempre a sua posição
A regra estabelece que a distância de segurança entre dois veículos deve ser aquele que permite parar em caso de travagem brusca, sem colidir com o veículo à frente.
Por exemplo: asfalto seco a uma velocidade de 120 km/h precisaria aproximadamente de 150m para parar.
Em uma posição defasada em relação a moto à sua frente, temos uma maior visibilidade para ver a estrada e ainda deixamos um espaço de segurança para a parada ou desaceleração da moto à sua retaguarda!

5- Níveis de experiência.
A experiência em relação ao motociclismo é muito importante. O líder de um grupamento deve ser sempre um dos mais experientes. Aqueles com menor experiência deverão ficar loco atrás do líder, como forma de assimilar a sua condução. Os demais poderão ficar por último, pois terão condições de ajudar aqueles que estão à sua frente sem maiores transtornos.
Seguindo este raciocínio, vemos que aquele que fecha o grupo de deslocamento também deve ser um motociclista de larga experiência!

6- Sinais básicos de comunicação.
Não há nada mais absurdo do que tentar falar com um companheiro de viagem com o capacete e o motor ligado. Assim, devem ser combinados os sinais visuais que serão utilizados nos deslocamentos. Isto antecipa reações e aumenta consideravelmente a segurança de todo o grupo!

7- Velocidade.
É muito importante respeitarmos os limites de velocidade de uma rodovia, mas mais importante é respeitarmos os limites de capacidade de pilotagem dos integrantes de um grupo de moto. O líder do grupo tem que saber o limite dos participantes e adequar a condução do grupo para que todos possam se deslocar com absoluta segurança.

8- Coloque o sistema de volta para casa.
Mesmo diante da descontração de um passeio, ele só acaba com a sua chegada em segurança em casa. Assim, aplique todas essas dicas tanto na ida como no retorno!


Viajar de moto é muito bom e viajar com um grupo de amigos é muito melhor. Mas tudo isto deve ser realizado com muito prazer e segurança. Siga sempre essas dicas e aproveite ao máximo o prazer que você pode desfrutar em cima de uma moto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Vida de Aviador



Ontem, foi o Dia do Aviador, dia consagrado a todos aqueles, aviadores militares e civis, que dedicam suas vidas a esta profissão apaixonante.

Como aviador e militar que sou, costumo dizer que tive o privilégio de ter uma profissão ligada ao meu hobby. Quem não desejaria receber remuneração para fazer aquilo que te diverte que te dá prazer e principalmente que é uma verdadeira paixão?

Às vezes, me pego refletindo a respeito da minha profissão e das mais de 6.300 horas de voo que realizei principalmente na aviação militar. Foi um aprendizado muito grande, onde aprendi a respeitar aqueles que dão o suporte de manutenção de nossas aeronaves e os que dedicam suas vidas a salvar outras vidas.

É muito bom a gente se sentir útil, em saber que o nosso trabalho dá frutos ao país e ajuda as pessoas. Foram vários os voos transportando doentes, que necessitavam do apoio médico para sobreviver. Me lembro de uma vez que resgatei um Filandês, em Fernando de Noronha, e levei para Recife, ele tinha sofrido um enfarto e precisava de cuidados médicos urgentes, ou de vários voos transportando crianças para Bauru para realizarem cirurgia de lábio leporino. 

Voar nas asas da FAB e conhecer tribos indígenas, transportar remédios e comida e levar alegria às mais remotas regiões do Brasil não tem preço. Hoje, posso afirmar que conheço este imenso país continente graças ao avião e a Força Aérea, até mesmo sobrevoar lugares onde quase ninguém foi como o Atol das Rocas ou Abrolhos...
 
Realizei tudo isso com prazer absoluto, pois quando nos dedicamos ao nosso hobby não há sofrimento e sim a sensação de realização! 


Parabéns a todos os aviadores! Que continuem a realizar os seus sonhos e a levar cada vez mais alto a bandeira do nosso país!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gasolina estraga?


Certa vez, vi um anúncio de uma moto em que o dono falava que ela estava parada há anos. A gente tem que saber que tudo possui um prazo de validade. São poucas as coisas que não requerem manutenção alguma ou que não possuem uma data limite de utilização.
Este raciocínio também é válido quando falamos dos líquidos que existentes em nossas motos.
Temos que ter cuidado com os fluidos dos freios e da embreagem, que, no geral, possuem dois anos de validade. Eles têm como característica a propriedade de absorver a umidade do ar, perdendo a eficiência com o passar dos meses.
Um outro exemplo bem sabido é o óleo do motor, que, geralmente, caso mineral, possui seis meses de validade e, no caso de sintético, até um ano no máximo. Acima deste prazo, o óleo lubrificante começa a oxidar e perde a eficiência de lubrificar e proteger o motor, a embreagem e a transmissão.
Agora, e a gasolina? Ela estraga?
A gente nunca teve esta informação, mas a gasolina, embora não divulgado, também tem prazo de validade. No geral, ela deve ser usada em até três meses se for da comum, seis meses da aditivada, ou um ano, se for a Podium.
Quando ocorre a oxidação (envelhecimento) e a evaporação de compostos leves, a gasolina torna-se mais densa e tende a formar depósitos de goma no tanque, nas tubulações, nos injetores (ou nos carburadores). Os principais problemas são dificuldade em dar a partida do motor e “engasgos” no funcionamento, o que pode aumentar o consumo do veículo e prejudicar o seu desempenho.
Veja o vídeo abaixo e saiba o que ocorreu em uma moto que usava gasolina comum e ficou parada por cerca de um ano. 


Saiba que a melhor coisa para conservar um veículo é usá-lo, além de fazer o plano de manutenção previsto pelo fabricante.
Bons passeios!!! 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Viajar de moto, porque é tão bom?

Essa é uma matéria muito interessante que está no Blog do Youssef. 
Ela descreve muito bem o motivo das pessoas serem motociclistas. Aproveitem...



Viajar de moto, porque é tão bom?
Viajar de moto é uma das experiências mais fascinantes que se pode ter nessa vida.
Quem não tem o coração de motociclista provavelmente nunca entenderá o porquê.
Mas até mesmo eu, às vezes, fico me perguntando, afinal, por que é tão bom assim?
Não tenho respostas, só alguns pensamentos.
Em primeiro lugar, viajar de moto evoca sentimentos de tempos e realidades muito distantes de nós. É como nos transportássemos para outra época e, de repente, lá estamos nós com nossa armadura, baixando a viseira de nosso elmo, preparados para uma missão distante e desafiadora. No fundo, mesmo que isso pareça meio estranho, todo motociclista se sente como um guerreiro, deixando a segurança e o conforto de sua casa para ir adiante, desbravar territórios e vencendo desafios.
Também existe um sentimento quase místico, como se estivéssemos saindo de nossa própria vida, vendo o que há lá fora.
Viajar de moto é estar em movimento é deixar a monotonia, a casa, o trabalho, nossa cidade, tudo fica para trás e seguimos adiante, rumo ao desconhecido, mesmo que seja apenas a cidadezinha turística a 100km dali.
Viajar de moto também nos coloca em contato com uma outra vivência de relacionamentos que rompe com os paradigmas da vida moderna. Não há chefe, nem subordinados, apenas amigos, companheiros. E nenhum deles é melhor do que o outro, ninguém está competindo, somente compartilhando.
Há também uma intensa ligação com o campo do conhecimento. Todas as matérias estudadas em uma sala de aula são experimentadas, mas de uma forma muito diferente da que qualquer professor conseguiu nos proporcionar. A matemática está ali o tempo todo: são retas, curvas, tangências, ângulos, 100, 120, 140..., melhor parar por aqui. A física então, nem se fala: inércia, aceleração, movimentos retilíneos uniformes (ou não), calor, velocidade do vento; porque isso não parecia interessante na sala de aula?
A geografia e a biologia também são matérias sempre presentes em vales, montanhas, serras, colinas, rios e cachoeiras, pássaros (sim, eles ainda existem). Até mesmo a história, seja dos lugares ou das pessoas que encontramos, acaba nos atraindo.
O português não fica de fora e nem limitado à leitura de algumas placas; viagem de moto combina com histórias, contos, poesias, música; tudo inserido em longas conversas e não circunscritas às aulas, cadernos e horários.
Em uma viagem de moto também entramos em contato com nossos valores mais elevados. Coisas como liberdade, respeito, responsabilidade, solidariedade, são sempre presentes. Até mesmo nosso contato com o criador é estimulado; nossa mente viaja também, medita, contempla. Diante de todas estas experiências olhamos para o dom maravilhoso que nos foi dado, a vida, e para aquele que nos deu tudo isso e somos levados a dizer, ainda que sem palavras: "muito obrigado".
Fonte:
Blog do Youssef


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Motoqueiro ou motociclista é ponto de vista



por motonline de 02.03.2013


Parece que a humanidade tem uma necessidade vital de criar novos nomes para velhas funções. No universo da motocicleta essa tendência já é observada na classificação dos tipos de motos, passando pela especificidade de cada função. Por exemplo, as motos “nakeds” (nuas, em inglês), que são simplesmente as motos como sempre conhecemos desde a invenção da roda, sem qualquer artifício aerodinâmico. Portanto, não precisava receber nenhuma classificação, porque já a chamávamos simplesmente de… moto!


Agora, começou a surgir também a identificação do tipo de motociclista. Os proprietários de motos esportivas começaram a se identificar como “bikers”, como se isso os fizessem diferentes de outros motociclistas. Já as motos esportivas passaram a ser chamadas de “bikes”, que no idioma original significa simplesmente bicicleta! Mas a classificação que mais gera controvérsia, desnecessária, claro, é a de motociclista e motoqueiro.


Vou voltar no tempo. Lá nos anos 60, quando as motocicletas começaram a ser vistas como objeto de prazer e não apenas de locomoção nem de facilitação de transporte urbano. Naquela época, no Brasil, as motos eram praticamente brinquedos de luxo, ligadas a uma vida de playboy.


No começo dos anos 70, mais precisamente em 1973, a Rede Globo exibiu uma novela chamada “Cavalo de Aço” que tinha uma Honda CB750F como uma das personagens mais marcantes (pelo menos para mim!), pilotada por Tarcísio Meira. Ela popularizou a moto que chegaria em grande escala até 1976 e o duro golpe da proibição de importação.


Nessa época, as motos eram chamadas de motocicletas só pelo meu avô e seus colegas. A juventude chamava simplesmente de moto ou pelo carinhoso apelido de motoca. Que tinha o componente charmoso de lembrar outra coisa bem cobiçada, as cocotas (que veio do francês cocotte). As minas, as gatas, eram chamadas de cocotas e a associação com motoca foi imediata.


Daí que os jovens que saíam com suas motocas à caça das cocotas eram chamados de motoqueiros. Podia ser motoquista, assim como quem trabalha com estoque é estoquista e não estoqueiro. A etimologia da palavra motoqueiro remete exclusivamente à motoca. Para quem gostava de se referir ao veículo como motocicleta, podia continuar se definindo como motociclista e pronto.


O termo motoqueiro tinha nada de pejorativo, até meados dos anos 80, quando uma revista especializada começou uma desnecessária campanha para separar os recém motociclistas profissionais, que hoje chamamos de motoboys, dos outros que usavam a moto como meio de transporte e lazer.


E assim surgiu a diferenciação entre motoqueiros e motociclistas. Segundo essa campanha, os motoqueiros seriam aqueles que demonstrassem um mau comportamento no trânsito, usavam a moto como meio de renda ou donos de motos pequenas, criando uma espécie de “classe baixa” dos donos de motos. Já os motociclistas seriam aqueles que exibiam um bom comportamento, usavam motos grandes, como meio de lazer ou transporte de luxo, pertencente a uma “classe alta”.


O resultado é isso que temos hoje: uma inútil e fabricada sociedade de classes entre os usuários de motos, muito mais ligada ao puro preconceito do que à língua portuguesa em si. No nosso idioma, os sufixos “ista” e “eiro” se referem àqueles que trabalham ou vivem de alguma atividade. O jornalista trabalha na produção da matéria prima para o jornal, que é a informação. E o jornaleiro é quem vende o jornal. Nenhum é mais ou menos importante que o outro.


Em São Paulo, o estabelecimento que lava motos anuncia “Lavagem de Motos”. No sul do Brasil, lavagem é a palavra usada para comida de porcos, por isso eles anunciam como “Lavação de Motos”. E a máquina que está na sua área de serviço é uma máquina de lavar e não de lavagem nem de lavação. Portanto tem muito mais de etimológico do que de sociológico nos termos motoqueiro e motociclista.


Pena que o ser humano tem essa necessidade quase vital de criar rótulos e separar os indivíduos em castas. Os proprietários de barco à vela são “contra” os donos de barco a motor e vice-versa. Quem voa de asa delta se acha mais especial do que quem voa de parapente. Todos dividem o mesmo meio, aquático ou aéreo, mas precisam se dividir para ter assunto nos clubes e associações.


Voltando aos motoqueiros e motociclistas, não existe esse conceito de que o motoqueiro é bandido e o motociclista é o mocinho. Tudo papo furado, criado por uma imprensa preconceituosa e desinformada. O que existe são bons e maus motociclistas ou bons e maus motoqueiros. Estou cansado de ver donos de caríssimas BMW ou Harley-Davidson furando farol vermelho, rodando na calçada, fazendo conversão proibida, quebrando espelhos retrovisores dos carros, mas que na rodinha de amigos se proclama motociclista e tem ojeriza de motoqueiros. Da mesma forma vejo todos os dias motociclistas profissionais (hoje chamados de motofretistas) dando exemplos de bom comportamento  e cortesia no trânsito, mas que são chamados de motoqueiros.


A questão é: por que estimular a criação de estereótipos preconceituosos se todos usam e são apaixonados pelo mesmo veículo?


Eu gosto muito de me referir à minha moto como motoca, logo eu sempre fui, sou e serei um MOTOQUEIRO e com muito orgulho!


Fonte: Texto do jornalista Geraldo Tite Simões.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Escolhendo o óleo do motor.


Alguém já parou para pensar a respeito da faixa de temperatura de funcionamento de um motor?
Normalmente, quando trocamos o óleo das nossas motos, mandamos colocar o óleo especificado pelo fabricante. Este é sem dúvida o procedimento mais correto que devemos realizar, pois é o fabricante quem testou exaustivamente e certificou o motor da nossa moto. 
Voltando a falar de faixa de temperatura de utilização de um motor, a gente pode questionar como o mesmo óleo poderá atender às necessidades de lubrificação de um motor que opera em regiões de baixa temperatura, como por exemplo na Serra Catarinense, e também na cidade de Teresina – PI? E se você resolver viajar de moto para Ushuaia em pleno inverno? Será que este mesmo óleo utilizado e recomendado para o Brasil poderá ser utilizado na cidade considerada “fin del mundo”? 
Vamos entender isso!
Por intermédio do gráfico abaixo, podemos ter uma ideia da faixa de temperatura recomendada para óleos lubrificantes multiviscosos para motores.
Assim, verificamos que um lubrificante SAE 20W50 atenderá corretamente as necessidades de operação de um motor, desde -7ºC até aquelas superiores a 40ºC de temperatura ambiente. 
Agora, qual a vantagem de se ter um óleo 5W no motor se não vamos rodar com temperatura de -29ºC por exemplo? Como este óleo é mais “fino” do que um 20W, ele vai, principalmente nas partidas a frio, lubrificar mais rapidamente o seu motor e proporcionar um menor desgaste. Lembre-se sempre que óleos mais grossos dificultam as partidas a frio!
Temos que entender que mais de 75% do desgaste do motor se dá durante a partida. Sendo assim, utilizando lubrificantes mais “finos” o processo de lubrificação dos componentes do motor é mais eficiente, diminuindo o desgaste e o consumo de combustível.
É por isso que hoje quase todos os fabricantes estão recomendando a utilização de lubrificantes com valores de viscosidade baixa antes do W (winter)!
No geral, os motores possuem uma temperatura ideal / operacional de funcionamento (+ 95ºC). É nesta temperatura que eles se tornam mais eficientes e sofrem menos desgastes, desde que estejam utilizando um óleo lubrificante de boa qualidade.
Assim, evite sempre levar ao alto desempenho o motor da sua moto sem que ela esteja próximo à sua temperatura operacional de funcionamento. Rotações altas com motor ainda frio elevam o desgaste e ocasionam uma diminuição da vida útil do motor.
Ao pensar sobre a faixa de temperatura ambiente de operação de um motor, conforme tabela abaixo, saiba que, embora o manual da sua moto muitas das vezes venha a recomendar diferentes tipos de óleos multiviscosos, faça sempre a opção por aquele que tenha o menor número antes do W e que seja, preferencialmente, de base sintética, pois possuem maior aditivação, o que se traduz em melhor qualidade deste produto.
Classes de viscosidade autorizadas recomendadas para a BMW R1200GS ano 2011
SAE 5 W- ≥30
-20...20 °C, Funcionamento a temperaturas baixas
SAE 10 W-40
-10...30 °C, Funcionamento a temperaturas moderadas
SAE 15 W- ≥40
≥0 °C
SAE 20 W- ≥40
≥0 °C
SAE 5 W- ≥50
≥-20 °C, Óleos sintéticos e de primeira qualidade, funcionamento a todas as temperaturas
SAE 10 W- ≥50
≥-20 °C, Óleos sintéticos e de primeira qualidade, funcionamento a todas as temperaturas

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uso do Militec-1 em motocicletas.


Ultimamente, a gente tem ouvido falar muito dos benefícios do uso do Militec-1 nos motores.

O próprio fabricante enumera vários benefícios do seu uso, informando que proporciona uma economia de combustível e diminui o atrito entre as peças metálicas do motor.

Existem vários testes, na internet, sobre o uso deste condicionador de metais, inclusive com teste de carros rodando sem óleo por vários quilômetros, sem que o motor tenha sido danificado.

Mas será que este condicionador de metais, que “cria” uma  película protetora nas partes metálicas do motor, pode ser utilizado em uma moto, apresentando todos os benefícios propagados pelo fabricante?

Para responder a esta pergunta, existe a necessidade da execução de vários testes em motores de motocicleta, que vão atestar ou não essa eficiência protetora.

Entretanto, acreditando-se nestas propriedades protetoras, ou condicionadoras, como anunciado pelo Militec-1, temos que levá-las ao mundo prático das motos.

Uma vez que o Militec-1 cria uma película protetora, nas partes internas metálicas de um motor, ele acaba protegendo também o câmbio da moto, naquelas que utilizam o mesmo óleo do motor na sua lubrificação. Isto, com certeza, é muito bom, afinal diminui o desgastes das diversas engrenagens, aumentando a sua vida útil.
Agora, e se este mesmo óleo também lubrificar o sistema de embreagem?

Acontece que este sistema é composto por uma série de discos metálicos (chamados de separadores de aço), intercalados por discos com material composto de cortiça (chamados de discos de fricção), que servem para atritar com os discos metálicos e proporcionar a passagem das marchas. Ao aderir aos discos metálicos, o Militec-1 não vai proporcionar a aderência da cortiça ao disco separador metálico da embreagem, fazendo que ela patine e a moto ficará sem a embreagem. 

Disco Embreagem (fricção)


Disco Embreagem (separadores metálicos)

Devemos lembrar que a grande maioria das motos utilizam embreagem multidiscos, banhadas em óleo. Para aquelas que utilizam embreagem seca, como as Ducati, ou óleo do câmbio separado do óleo do motor, como as BMW R1200GS e Harley Davidson, com certeza não haverá problemas na adição do Militec-1 ao óleo do motor! Mas há de se ter muito cuidado quando a sua embreagem é banhada em óleo e você tem a intenção de adicionar o Militec-1.

Pense a respeito e decida sempre na melhor forma de manter a sua motocicleta. 

Bons passeios!

PS: Deixo claro que o presente texto foi escrito com base em pesquisa realizada na internet e não possui base científica de comprovação.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cuidados ao se pilotar moto com gelo ou neve na pista


Durante o planejamento de uma viagem de moto, sempre procuro por períodos que fujam do calor intenso ou de temperaturas muito baixas. No geral, aprecio muito o outono ou a primavera para realizar essas viagens.
Mesmo tendo esse cuidado, numa viagem de moto no exterior, poderemos enfrentar temperaturas muito baixas. Foi assim, em 2013, quando estava na Espanha, e chegou uma frente fria. Estávamos indo de Madri para Segóvia, e a neve apareceu. Inicialmente, ficamos encantados com tamanha beleza, mas preocupados na condução de nossas motos. Afinal, não é comum ter esse tipo de experiência no Brasil!


Diante do nosso próximo projeto de explorar os Pirineus, migrando por diversos pasos entre Espanha e França, no mês de maio do próximo ano, a possibilidade de enfrentar a neve de moto volta a ser uma realidade. Serão 1.300km de muitas curvas por essa cadeia de montanhas, com estradas variando de 900 até 2.000 metros de altitude. 
Então, como pilotar com o frio e a neve? 
A primeira preocupação é com o frio, pois ele é um inimigo perigoso para a saúde e também para a segurança de qualquer motociclista. Depois de certo tempo pilotando com a temperatura do corpo baixa, os reflexos ficam lentos, o raciocínio é afetado e perdemos o necessário “jogo de cintura”. Neste contexto, cometer erros acaba sendo algo provável até mesmo para os mais habilidosos ou experientes ao guidão.
Como escapar dessa armadilha? Óbvio: vestir-se adequadamente, com trajes técnicos dotados de proteções, e com forros removíveis, item que pode fazer muita diferença!
A segunda preocupação é com a condução da sua motocicleta, principalmente se a camada de neve estiver superior a 2cm (em muitos países, para trafegar de carro, devido a possibilidade de derrapagens, já há a obrigatoriedade do uso de correntes (cadenas) nas rodas).  Nesta condição, é melhor interromper o seu passeio. Pare em local seguro ou não siga em frente e retorne!
Deve-se prestar atenção também na possibilidade de haver gelo na pista, que é até bem pior que a neve, pois além de mais escorregadio, o gelo é difícil de ser percebido. Mesmo se não houver neve na pista, mas existir no acostamento, é possível que existam placas de gelo no asfalto. Portanto, dirija devagar e fique sempre atento!

Quando há neve, ou existe a possibilidade de ter gelo na pista, pode-se usar também um produto de spray aplicado nos pneus, o qual é antideslizante. Deve ser aplicado na banda de rodagem dos pneus (face da borracha que fica em contato com a pista), criando uma película e aumentando assim a sua aderência ao asfalto. O spray deve ser reaplicado a cada 30Km, pois após esta distância, ele perde seu efeito. Cuidado para que o spray não atinja os discos e pastilhas de freio. Os fabricantes também recomendam aguardar alguns minutos após sua aplicação. Custa no exterior em torno de 20/25 dólares cada frasco. Em países com ocorrência de neve, são encontrados até em lojas de conveniência de postos de gasolina ou em supermercados.


No caso de gelo na pista, nunca tente controlar a moto pisando no freio. Tire a mão suavemente do acelerador, reduzindo a velocidade com o freio motor.
Com neve na pista, dirija sempre devagar (máximo de 50Km/h) e sem freadas, aceleradas ou guinadas bruscas. Utilize o freio motor para reduzir a velocidade da moto. Uma mudança repentina na aderência do veículo à pista pode provocar uma derrapagem. 
Algumas dicas na condução da sua moto, na neve ou no gelo, são:

• evitar acelerar e desacelerar bruscamente;

• evitar ultrapassagens;

• antecipar a necessidade de parada da moto, evitando o uso dos freios;

• dirigir devagar;

• manter uma distância segura do carro a sua frente;

• evitar andar na frente de caminhões e ônibus, pois estes precisam de uma distância de frenagem muito grande; e

• ficar atento às placas informativas, pois elas estão sempre nos locais onde é comum a presença de neve ou gelo na pista.

Em síntese, a melhor dica de todas para dirigir na neve é: conduza sua moto devagar e com prudência. O segredo é ter paciência e não se afobar só porque os outros andam mais rápido que você!
Aproveite o seu passeio e curta sempre o seu dia sempre!

sábado, 29 de agosto de 2015

Viagem de moto pelo mundo

Como é bom viajar de moto!
Isso todo mundo sabe, mas para aqueles que realmente curtem esse veículo, a satisfação é indescritível.
A tendência natural, após adquirir uma moto, é querer se aventurar pelo quarteirão, pelo seu bairro, nas cidades, no estado, país e, por que não?  pelo mundo!
É neste momento que começam a aparecer as dúvidas e inseguranças. Como eu vou me sair fora do meu país andando de moto? Será que não é perigoso? Quais as despesas que devo prever e realizar? É  seguro? É melhor estar sempre em grupo? etc, etc, etc...
São tantos questionamentos, que mesmo  a pessoa tendo condições financeiras,  acaba ficando receosa e não se aventura em rodar mundo a fora de moto!
Não sou um expert em viagens de moto fora do Brasil, mas já realizei quatro, duas nos EUA e duas na Europa, e estamos  começando a preparar uma quinta viagem para o próximo ano.
De qualquer forma, um fato é certo, o planejamento é tudo! O resto, vem a reboque da diversão e da curtição!
Temos que ter em mente que uma viagem possui apenas o seu início e nunca termina. Ela, mesmo no retorno à nossa casa, continua nos nossos pensamentos, nas conversas com nossos familiares e amigos e na experiência de vida acumulada.
Investir em uma viagem é investir em você mesmo, naquilo que você levará consigo para sempre...


Até esse ponto, todos concordam. Mas andar de moto em outros países, será realmente bom?
Pela minha pequena experiência, eu digo que sim.Espetacular!!!
Nos locais onde andei, tive a certeza que o motociclista é respeitado e ajudado por todos. Estar de moto já é, por si só, um convite para iniciar uma amizade ou começar um bom bate papo em qualquer lugar do mundo.
No Brasil, há alguns problemas  que você não encontrará em um país da Europa ou nos EUA. As estradas em excelente estado de conservação, sinalização perfeita e o respeito por todos que estão transitando pelas ruas, seja de moto, carro, caminhão ou bicicleta.
As leis realmente são respeitadas.
Minhas três primeiras viagens foram em grupo, a última não. Fizemos a Andaluzia,  somente eu e minha esposa e foi maravilhoso! Cumprimos o nosso roteiro e nos divertimos muito. Nos perdemos várias vezes e nos achamos em estradas e lugares de tirar o fôlego. Não havia nenhum compromisso, a não ser se divertir e ser feliz sempre...
É lógico que estar com amigos, em uma viagem de moto é muito bom, pela segurança e companhia,  mas ter a oportunidade de fazer o que a gente quer e na hora que desejarmos, também tem uma grande vantagem ...
A nossa próxima viagem, também vamos fazer solo. Nós dois e Deus, sempre nos acompanhando por todas as estradas, pois elas renderão recordações inesquecíveis.
Viajar é sempre muito bom, se for de moto,  inesquecível!! 

sábado, 23 de maio de 2015

Condução de um grupo de motociclistas

É muito comum, nos finais de semana, grupos de amigos motociclistas se reunirem para um passeio.
Às vezes, esse grupo de amigos é de um determinado Moto Clube, onde há regras para o deslocamento e uma padronização dos sinais a serem utilizados, facilitando a condução do grupo e aumentando incrivelmente a segurança de todos os motociclistas.
Infelizmente, isso não é a regra. Pertenço a um clube de Moto Turismo, onde existem regras claras de condução em grupo, sendo condição necessária para pertencer ao Carpe Dien a realização do Curso de Conduta, inclusive para os garupas.
Alias, lembro de uma importante dica para todos, já comentado pelo Ricardo Lugris, “o garupa deve sempre participar da pilotagem” e também sinalizar para os demais integrantes de um grupamento de motos!
São sinais padronizados que facilitam e asseguram uma maior segurança para todos e um posicionamento padronizado dentro de um pelotão.
Sendo assim, como devemos encarar esses procedimentos?
Primeiramente, ao se reunir um grupo de motociclistas para realizar um deslocamento, devemos definir um líder, pessoa experiente e com bom conhecimento do roteiro a ser seguido. Esse líder deverá dar um brifim para todos os integrantes, ressaltando como serão os procedimentos de deslocamento, passagem pelos pedágios, características da rota/rodovia, velocidade de deslocamento e outros, além de definir um Anjo para o deslocamento.
Caberá a esse Anjo, última moto do pelotão, dar o suporte a qualquer um do grupamento que venha a ter algum problema durante o passeio.
Todos devem estar cientes que a habilidade de transmitir os sinais entre os participantes do grupamento dará mais segurança e confiança aos menos experientes!
Sempre com velocidade compatível com a estrada, a nossa formação, no grupamento, segue um padrão alternado das motos, formando duas filas conforme ilustração abaixo:
Não pilote em “ZIQUE-ZAQUE”, na formação, alternando constantemente entre as filas da direita e esquerda. Mantenha sempre sua posição na mesma fila no grupo!
A critério do líder, em determinadas situações, o grupo poderá formar fila única para enfrentar engarrafamentos, corredores, circular por vias secundárias etc.
Se o companheiro a sua frente deixar a formação, ocupe o lugar avançando uma posição na fila. Não troque de fila para tentar acertar a formação do grupamento!
Procure manter sua posição, no grupamento, mas se por algum motivo um companheiro passar a sua frente, não tente “recuperar” sua posição, lembre-se, não estamos em uma corrida!
Mantenha sempre uma distância constante e segura da moto a sua frente, evitando abrir “buracos”, no grupamento, ocasionando acelerações repentinas e ultrapassagens freqüentes de companheiros que seguem atrás.
O deslocamento não é uma corrida, portanto ultrapassagens constantes, no grupamento, só irão gerar desconforto para todos. Porém, se você perceber que o companheiro a sua frente segue em ritmo visivelmente mais lento que o resto do grupo, criando com isso longos buracos, faça um cordial sinal ou de um breve toque na buzina e efetue a ultrapassagem com segurança. Não “force” ultrapassagens nos seus companheiros!
(!) Atenção: Não ande fora da formação, ao lado do grupo, bloqueando a estrada, mesmo que não haja nenhum
veículo a vista!
Se desejar deixar a formação por algum instante, coloque a seta para o lado que irá sair do grupo e faça um sinal de “ok” para o seu companheiro imediatamente atrás ou Anjo, avisando que está tudo bem. Ao retornar a formação procure se posicionar no final do grupo, logo a frente do Anjo combinado em brifim.
Se tiver algum problema, durante o deslocamento do grupamento, faça sinal e dê seta para se deslocar para o acostamento. Você será acompanhado pelo companheiro que vem atrás, pois ele é o seu Anjo. Os demais seguirão normalmente, para a parada combinada em brifim, e o Anjo do grupamento também irá parar para dar o necessário apoio.
Se houver parentes ou amigos, acompanhando-o de carro, oriente-os para NÃO CONDUZIR O VEÍCULO AO LADO DO GRUPO OU NO MEIO DO GRUPO, o local correto é atrás da última moto (Anjo do grupamento) ou carro de apoio se houver.
A segurança é para todos e de todos. Procure sempre estar dentro destas orientações básicas, e manter uma posição de respeito ao amigo que esta viajando com você. Se precisar de algo, reduza, sinalize e aguarde a proximidade do anjo e do carro de apoio.

Dentre os procedimentos que o grupo pode realizar para aumentar o tempo de reação de todos e, com isso, a segurança, são os sinais padronizados.
Os principais sinais estão exemplificados abaixo e são, em sua maioria, adotados universamente.



Tenham todos uma ótima viagem e conduza com responsabilidade e segurança!