terça-feira, 13 de março de 2012

Definições de tipos de pilotos de moto!‏

Este é um pequeno glossário sobre os tipos e espécies de seres bípedes que fazem parte da fauna de duas rodas. É sempre bom conhecer estes termos, pois deve-se ter um certo cuidado ao falar com um destes seres, pois se chamá-lo pela denominação errada com certeza vai levar um xingão.
Motociclista: Ser humano sobre uma máquina de duas rodas. Se considera a raça nobre dos condutores de veículos motorizados, pois só anda de capacete, não grita "Volta pra cozinha!!!!" quando uma mulher inadvertidamente lhe fecha no trânsito e nunca joga papel de bala no chão. Não consegue ficar 15 minutos sem pensar na sua possante, e acha que não existe coisa melhor no mundo do que andar de moto. Se sua mulher deixasse, guardava a moto na sala de jantar. Mas como não há substituto para sexo, guarda a moto debaixo de uma lona na garagem mesmo (mas só cobre depois do motor esfriar, nem que tenha que ir até a garagem as 3:00 horas da manhã mais fria do inverno para cobrí-la).

Motoqueiro: Indivíduo bípede que anda sobre uma máquina que também tem dois pontos de contato com o solo. Notem que qualquer ser que consegue equilibrar-se sobre os quartos traseiros pode ser motoqueiro (com o preço que está uma CG a álcool, qualquer um pode). Quando este indivíduo comprou seu veículo de duas rodas, acreditava que qualquer coisa sobre o asfalto com mais de duas rodas é um obstáculo a ser vencido (tem certeza que se tivesse comprado aquela DT 180 85 daria para pular por cima). Atualmente, depois de três multas por andar sem capacete, várias mijadas de guardas por estar de chinelo e sua foto (ou melhor, a da traseira da moto com ele cobrindo a placa com a mão enquanto "fazia bundão" pro pardal) espalhada por todas as repartições do Detran, ele é o dono da rua. Sua próxima aquisição será aquele ferrinho de pôr na rabeta para poder empinar sem estourar a lanterna traseira...Aí sim vai ser animal passar nos pardais. 
 
Biker: Ser totalmente sem gênero. Também se considera de uma raça nobre, mas de um filó absolutamente diferente dos demais. Começou aos 10 anos com uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10 marchas (era o moleque mais rápido do quarteirão no Polícia e Ladrão sobre bicicletas). Quando cresceu e virou gente, a 1ª moto que comprou foi uma RD350, que passava horas lavando e encerando. Divertiu-se muito com esta RD ("Meu, tu não acredita em quantos minuto fiz do trampo pra casa, e isso ao meio-dia"). Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos, trocou a Parati rebaixada com vidro fumê por um Santana de 4 portas e comprou uma esportiva. Mais de 130 cavalos, sem contar o condutor, e velocidade final de 270 km/h (mas com o Sarachú que ele vai colocar vai passar dos 285 frouxo). Sua diversão é subir até o topo da serra e descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de todo sábado de sol, fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste com uma jaqueta que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas possíveis e que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em casa pro almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase desidrata de tanto suar dentro do uniforme. Depois de beber dois litros de água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda ele tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos riscos nas pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa consigo mesmo "Até sábado que vem ponho o Sarachu, aí sim vai dar pra aproveitar toda a potência da moto".
Superbiker: Ser sobre duas rodas bastante curioso. Sua filosofia de vida é chegar lá. Não importa onde, desde que seja rápido. E antes dos colegas com aquelas velharias de 1998. Seu modo de trajar é bastante semelhante ao do biker, mas diferem por sempre usarem capacetes de fibra de carbono com kevlar trançado, viseira anti-embaçante e a prova de impactos e cinta jugular acolchoada de nylon anti-alérgico que pesa somente 127 g. Têm um jeito peculiar de andar quando estão sobre os próprios pés, pois sempre inclinam a cabeça para frente para melhorar a penetração aerodinâmica. Não são muito vistos sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já passaram. Detestam andar devagar, pois o pressurized air charged direct double induction system (ar pressurizado cobrado direto duplo sistema de indução) só começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem que a nível do mar já entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de 200 km/h é coisa de frouxo. São facilmente reconhecíveis nos encontros, pois sempre são os primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o túnel na BR ainda estava em reformas eles respondem "Reformas? Não vi máquina nenhuma...". Outra característica marcante é seu ódio descomunal a insetos. Isto porque dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a 298 km/h. Acredita piamente que até o ano 2015 estarão em produção motos de série que rompem a barreira do som ("Aí sim vai dar para curtir o vento no rosto...").
Tiro Curto: Denominação dada a um ser vivente sobre duas rodas que vai a qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou não, com qualquer tempo, mas raramente chega lá no dia programado. Sempre fica no meio do caminho para arrumar um probleminha na moto que só depende de se conseguir uma peçinha na cidade vizinha. A sua moto é o arquétipo da moto ideal, mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos irregulares são charme. A bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de freio vazando na semana passada e a torneira de combustível entupida do último encontro (30 dias antes) são coisas da vida que acontecem com qualquer um. Geralmente é o 1º a apoiar a idéia do MC comprar uma carretinha pro carro de apoio ("Lembra daquela vez que o Ciclano teve de dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem que não estava junto, já que minha moto estava na revisão, mas se a gente tivesse a carreta vocês poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele em cima"). Facilmente reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na sua concessionária, do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz entregas. Quando consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não dentro do carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano passado, pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as velas e teve de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma nota preta. "Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém nos explorar com hotéis caros... Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo que jogaram embaixo só para me sacanear. Esta moto não dá oficina".
Coxinha: Na verdade, esta definição serve para todas as tribos. É aquele ser que tem um veículo de duas rodas dentro da sala de TV. Acha que o importante é ficar babando em cima da moto, e só anda com ela nos fins de semana de sol e quando emenda um feriadão e não vai viajar com a patroa e os 3 filhos. Seu maior prazer é sair de carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para dar umas voltas (depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco de tomar chuva naquele sábado de céu azul), não pára em sinaleiro sem ficar acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em frente a 30 metros. Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo, mas em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro, ter rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar condicionado, etc. Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover semana que vem, por isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês...
CGzeiro: Começou com uma Turuna 80 (aliás, impecável) do tio dele e agora esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de consumo era uma Titan ES, mas agora com a YBR, está em dúvida...se a troca de óleo for mais barata pode até pensar. Entre seus amigos é muito querido, pois além de fazer zerinhos perfeitos ("aquela vez que a moto escapou e acertou um Palio 16v estacionado do outro lado da rua foi porque a rua ali na frente do colégio tem muita pedrinha solta por causa dos ônibus que passam de monte") faz a melhor antena corta-cerol do bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e perguntar se não querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode até começar a faturar uns trocados com os pedidos...
Cruiser (Custom): Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que pilotam. Sua filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se vão chegar lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for cromado não presta. Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor preta. Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como correntinhas, broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol toda esta roupa preta esquenta pra cacete. Consideram-se os bad boys do reino de duas rodas, mas a maioria pede: "por favor, não fala palavrão" e até respeitam mulheres no trânsito. Também não gostam de insetos, pois como geralmente usam elmos abertos, detestam comê-los quando estão pilotando. Nos encontros, se você perguntar se o túnel na BR ainda está em reformas, respondem com detalhes, pois andam tão devagar que conseguem até ler o nome nos crachás dos trabalhadores.
Estradeiro: É uma espécie de nômade, que ainda não conseguiu criar raízes em lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada, não importa pra onde, desde que seja longe. Também não se importa em quanto tempo vai levar ou se tem alguma coisa lá, o importante é ir. Uma de suas características é transformar a moto num motorhome, com malas, alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por tudo, sempre com um 2º capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser sobre duas rodas que acha que talvez não seja totalmente verídica a estória que todo caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês passado ao Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro que lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou. Também não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira. Sempre que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie, pois pode resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali a um mês. Se pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à Daytona. Saindo da Terra do Fogo, é claro.
Trilheiro: Este ser não faz parte da fauna urbana, pois só se sente a vontade quando está no meio do mato. Seu credo é "no barro é que me realizo". Estes bípedes só são felizes quando estão com barro até a cueca, já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto mais chover melhor, pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos poucos seres sobre motos que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa a pôr a mão ou deixar que a empregada lave aquela imundície que é a roupa dele andar de moto. Detestam os coxinhas e flanelinhas (ver abaixo), já que moto limpa não presta e é no mínimo coisa de fresco. Não vão muito a encontros, pois só existem encontros em cidades, nunca na terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de mariazinha.
  


Flanelinha: Também é uma categoria de ser, sendo encontrado em todas as tribos e filos. Este ser bípede tem como meta na vida deixar sua moto brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou sujeira. Também são uns dos poucos que lavam roupa, pois só usam roupa limpa ao andar de moto para não sujar o banco. Nos encontros que vão (apenas na época de seca e somente em cidades limpas) ganham todos os prêmios de moto mais bem conservada. Caracteristicamente sempre carregam um paninho, pois sempre pode aparecer uma sujeirinha. Conhecem de cor nomes e fabricantes de todas as marcas e tipos de cêras e polidores, além de conseguirem citar de traz para frente a seqüência de lavagem de sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto inteira ("Sabe como é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura. Nunca dá pra descuidar"). Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as meninas em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha ajudando ou ensinado elas a lavar.
Motoclube: Uma reunião formal, legalizada e com estatuto de seres sobre duas rodas. Normalmente, é composto por apenas uma espécie de ser, e todos são identificados por uma jaqueta ou colete de preferência bem surrados com uma figura nas costas e escrito embaixo "Pelo asfalto, minha vida" ou qualquer outro dizer imperioso assim. Quanto mais coisas e penduricalhos conseguir colar, costurar ou amarrar no colete ou jaqueta, melhor. Seus integrantes, nos encontros, só se misturam com integrantes de outros MC de seres da mesma espécie, e sua principal diversão é falar mal dos encontros pagos e das outras espécies. Alguns até tem sede própria, onde fazem as reuniões para decidir que encontro pagos vão boicotar ou qual membro vai ser punido por não usar o broche do grupo no último encontro que foram. A maior ocupação de seus integrantes é confeccionar adesivos para poderem trocar com os outros MC e aí colar no painel da sede. Os Motoclubes mais abonados mandam pintar o carro de apoio, a carretinha e a sede inteira com as cores do grupo, e com uma baita brasão na parede (no carro de apoio colocam aqueles adesivos magnéticos com o emblema do MC nas portas). Para se relacionar bem com estes seres, é necessário certo conhecimento de zoologia para se poder saber qual o bicho é o animal que adotaram como símbolo (além dos seus hábitos, se é carnívoro, onde se encontra, seus ritos de acasalamento, etc.).




 Texto original no site: http://adrianedto.blogspot.com/2010/06/definicoes-bem-humoradas-de-tipos-de.html

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A descepção com a BMW R 1150 GS!

E incrível como o ser humano é irrequieto. Ele fica matutando coisas e isso vai tomando forma que, no meu caso, está apoiado em duas rodas.
Vou explicar melhor!
Dentro do meu grupo de amigos e moto turistas, há uma rivalidade serena e divertida entre aqueles que possuem BMW e Harley Davidson. Certa vez, o Prada, proprietário de uma BMW, chegou para mim e perguntou se quando eu passava com a minha Electra em uma depressão se eu quase não sentia variação na suspensão e eu disse que sim. Ele, muito sacana, falou que se eu estivesse em uma BM eu não sentiria. Não existe o quase!
Isso foi martelando a minha cabeça por vários meses e, como sou um admirador da BMW GS, falei que quando eu tivesse a oportunidade de comprar uma eu o faria.
Recentemente, recebi do meu amigo Medina um e-mail, informando que o Ricardo de Piracicaba estava vendendo a GS 1150 cinza, 2002, com 16.000km. Fui até lá e não acreditei no estado de conservação da moto. Ela estava zero! Parecia que havia acabado de sair da concessionária. Dei uma volta e vi que o motor ainda estava “preso”.  Acabei fechando negócio!
Semana passada, fui com meu filho buscar a moto, em Piracicaba, e, já no trajeto para São José dos Campos, notei umas coisas um pouco estranhas para uma moto tida de primeira linha.
Eu estava pilotando uma BMW e não uma HD, que todos sabem que vibra, principalmente em marcha lenta, pois não é que a BM também vibra! É, o motor não vibra em marcha lenta, mas em uma faixa de velocidade entre 110 e 120 km/h.
Uma outra coisa foi a respeito do conforto, que todos falavam que não cansava e que poderiam pilotar o dia inteiro. Ela cansa sim e se você passar mais de duas horas em cima dela começa a ter dores nas pernas, coluna e na mão, pois o acelerador é muito duro.
Quanto à suspensão, ela não é macia como falam. A suspensão é ligeiramente dura / firme e pouco confortável para quem não gosta de ficar em pé enquanto pilota. Se ao ver uma depressão ou quebra mola  você se levanta, a moto passa e você não percebe. Caso contrário....
Hoje, convidei a minha esposa para um passeio. Afinal, precisamos começar a nos acostumar com a moto e nos preparar para uma viagem longa. Estava pensando em um circuito passando por Curitiba, Serra do Rio do Rastro, Florianópolis e SJC. Ao subir na moto, já notei a minha esposa insegura, afinal, ainda não instalei o top case, que já está encomendado. Ela tentava achar uma posição mais cômoda e não conseguia. Fui percebendo que ela começava a ficar irrequieta e resolvi abreviar esse passeio. Rodamos apenas 50 km e, ao chegar em casa, ela quase não consegue descer da moto. A minha Garupa estava com câimbras e não aguentava de dores nas pernas.
A tristeza me abateu!
Ela se sente insegura e não quer andar mais na BMW!
Como eu só ando de moto com ela, vou ter que vender a GS 1150 2002, agora um pouco mais rodada e mantendo ainda os pneus originais de fábrica.



Se você quer conforto para a sua pilotagem e para a sua garupa, não vá de BMW! Escolha uma Ultra Electra Glide ou uma Gold Wing!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Bateria, como cuidar!

CUIDE DE SUA BATERIA


Saiba as diferenças entre os diversos modelos deste equipamento que alimenta a parte elétrica da motocicleta e aprenda a conservá-la.

BATERIA –Resumidamente, trata-se de uma fonte de energia , sendo a principal e única responsável pela alimentação de todo o sistema elétrico do veículo, tendo entretanto suas características de dimensionamento físico e elétrico, projetados exclusivamente para cada veículo. Daí a importância de se entender o porque dos cuidados a serem tomados quanto da instalação de equipamentos adicionais (faróis auxiliares, lâmpadas de maior potência), causando dessa forma, uma sobre carga à “coitadinha”. 
 
Quem é motociclista sabe que a bateria é uma peça que se deteriora com muita facilidade e pode parar de funcionar de uma hora para a outra. Como atualmente as motos dependem cada vez mais do correto funcionamento da bateria, pois possuem, além do sistema elétrico de partida, diversos componentes eletrônicos, o seu acumulador de energia deve estar sempre em dia!
Algumas vezes, só fazer a manutenção não adianta, é preciso entendê-la para não cometer erros durante as situações cotidianas e na realização das medidas preventivas, tudo isso para evitar imprevistos e prejuízos. 
A amperagem é quem diz qual a sua carga de energia, determinada pela área das placas das células. Estas placas são compostas por chumbo ácido, que junto com o ácido sulfúrico líquido reagem e são responsáveis por manter a carga. Essa reação é conhecida como eletrólise. Obedeçam sempre as especificações existentes, no manual da sua moto, quando for realizar a reposição da bateria. 
As baterias líquidas necessitam de manutenção periódica, pois com o calor a água presente na solução de ácido sulfúrico acaba evaporando, então há necessidade de se colocar água pura (destilada) cada vez que se verificar que o nível de líquido está abaixo da marcação. A dificuldade de se encontrar água pura e de boa qualidade, mesmo em lojas especializadas, acaba inviabilizando a manutenção. Quando uma água com sais minerais é colocada no interior do equipamento, acaba acelerando a oxidação de seus componentes e seu tempo de vida fica com os dias contados. 
Já as baterias seladas possuem um sistema de válvulas que não deixam os gases escaparem de dentro dela e, quando a temperatura baixa, eles são condensados e voltam para o seu lugar em estado líquido. Assim nenhum fluido é perdido e este modelo passa a não precisar de reposição de água. Mas tudo tem um preço, elas custam um pouco mais. 
Na hora de comprar o seu acumulador de energia, além da diferença entre as comuns e as seladas, você também encontra dois tipos: as já ativadas e as ainda não ativadas. 
Nas ativadas, a solução encontra-se no interior da bateria e esse acumulador está pronto para o uso imediato.
Nas não ativadas, a bateria está seca e a solução vem separada do acumulador. Lembre-se, o que determina a vida útil da bateria é o processo de ativação inicial!
Para que você obtenha o máximo de sua nova bateria, recomenda-se os seguintes cuidados:
1 - retire o lacre da bateria;
2 - remova o conjunto de tampas do eletrólito, que será utilizado posteriormente para vedar a bateria;
3 - alinhe os bicos do jogo de bisnagas com as células da bateria e pressione-os firmemente os recipientes para que o lacre seja rompido e para que não haja vazamentos;
4 - após alguns minutos, todo o eletrólito terá escoado até a bateria, caso não tenha escoado golpeie levemente o conjunto de frascos para a finalização do escoamento. Nenhum eletrólito deve permanecer no frasco, não existe a possibilidade de sobra ou de falta porque o volume é preciso;
5 - utilizando o conjunto de tampas, vede a bateria pressionando suavemente com as mãos iniciando do centro para as extremidades;
6 - aguarde até que a bateria esteja totalmente fria (cerca de uma hora) e com um voltímetro efetue a medição da voltagem, que deverá estar acima de 12,8 V. Caso contrário, efetue o procedimento de recarregamento lento da bateria.
NOTA: O eletrólito é venenoso, por isso utilize equipamento de segurança ao manuseá-lo e evite o descarte em locais não-apropriados.

DICAS PARA AUMENTAR A VIDA ÚTIL DA SUA BATERIA:
1 - verifique periodicamente o nível do eletrólito e complete com água destilada se necessário, caso a sua bateria não seja selada;
2 - se houver alguma oxidação, nos terminais da bateria, utilize uma escova de aço para efetuar a limpeza;
3 - mantenha a bateria sempre limpa, principalmente os pólos, para que a corrente elétrica circule livremente;
4 - se a sua bateria necessitar de recarga, peça ao seu mecânico utilizar a carga lenta (no máximo 10% de toda amperagem da bateria), não deixando que a temperatura da bateria supere 55°C;
5 - se a sua moto ficar parada por muito tempo, retire a bateria da sua moto e deixe em local seco e arejado;
6 - nunca adicione solução / água além do especificado na bateria; e
7 - para bateria selada, após ativada, nunca remova o lacre e jamais adiciona água ou ácido.
Procedimento para colocar a solução na bateria



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Motos, como cuidar em caso de pouco uso?

COMO TRATAR DA MOTO EM CASO DE POUCO USO?



Esse questionamento deve ser realizado por muitos motociclistas.
Invariavelmente, depois do período das férias, muitos motociclistas dão um tempo no uso das suas motos e se deparam com uma pequena dúvida. Como tratar da minha moto em caso de pouco uso?
Podemos ter duas situações distintas. A primeira é aquela em que há a necessidade de que a moto seja “estocada”, tendo em vista que já existe uma previsão de não utilização dela por um bom período, normalmente superior a trinta dias. E o outro é na diminuição do ritmo de utilização da moto.
Pensando nisso, vamos dar algumas dicas para os dois casos. Esses conselhos são tirados da experiência individual e de pesquisa realizada na internet e que devem ser complementados pelas informações contidas no manual da sua moto. Procure realizar uma lista de todos os procedimentos que você adotou ao realizar a “estocagem” da sua moto. Este check-list irá servir como base para você colocar a sua moto de novo em condições de operação.

1 - Motos paradas por mais de trinta dias:
a) LIMPEZA - Em todos os casos, lembre-se que as motos deverão estar sempre limpas, pois o sal, lama, areia e outras sujeiras acumuladas podem deteriorar partes de sua motocicleta;
b) LUBRIFICAÇÃO DA MOTO - A lubrificação das articulações deve ser minuciosa, utilizando o lubrificante adequado para cada peça. Esse item merece um cuidado especial, pois algumas partes podem ficar ressecadas e ter seu funcionamento comprometido da próxima vez que você for rodar com sua moto. Peças, como eixo e rolamento, por exemplo, terão de ser trocados muito antes da hora, caso não sejam lubrificados adequadamente;
c) BATERIA – Nunca deixe a sua bateria descarregar completamente para tomar alguma atitude. Assim que decidir deixar a moto parada, desligue o cabo positivo da bateria. Caso a sua intenção seja de passar muito tempo com a moto parada, retire a bateria da moto e deixe-a em local arejado. Antes de fazer a moto voltar a funcionar, peça para o seu mecânico dar uma carga lenta na bateria;

d) COMBUSTÍVEL - O tanque de combustível deve ser drenado. No caso de motos carburadas é necessário drenar também o combustível da(s) cuba(s) do(s) carburador(es). Procure injetar um pouco de desengripante por intermédio do tubo de alimentação de combustível, para manter peças internas, como agulha de bóia, sempre sob efeito de uma película lubrificante protetora;
e) LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE - A maioria das pessoas usa graxa preta ou branca, ou um lubrificante inadequado. A graxa acumula poeira e com o tempo destrói os retentores e o-rings da corrente. Deve ser utilizado um lubrificante próprio para corrente, que tem um fixador que não deixa que o lubrificante desprender ao rodar, e também não acumula resíduos sólidos;
f) PNEUS - Já que sua moto vai ficar parada por algum tempo, pelo menos até a próxima aventura, nada mais justo que os pneus recebam uma atenção especial. Uma calibragem extra, em torno de cinco libras acima do recomendado pelo fabricante é aconselhável, caso você não possua um cavalete para não deixar os pneus apoiarem o peso da moto no chão. O procedimento de aumentar a calibragem dos pneus vai minimizar o efeito de deixar “quadrados” os pneus apoiados no chão por muito tempo;
g) ÓLEO DO MOTOR - Procure trocar o óleo do motor e o filtro de óleo, fazendo com que o óleo contendo sujeiras seja substituído por outro que vai melhorar a conservação das peças internas do motor da sua moto. Ligue a moto após a troca, fazendo com que o novo óleo circule por todo o motor; e
h) PROTEJA A SUA MOTO - Uma proteção, como uma capa, é recomendada. Principalmente para quem tem cachorro em casa. A urina corrói aros e raios e é péssima para sua moto. Utilize sempre na proteção da sua moto materiais que “respirem”. Materiais plásticos provocam condensação que poderão contribuir com o aparecimento de corrosão em sua moto.

2 - Motos paradas por menos de trinta dias:
Alguns itens são comuns às duas listas e serão citados, quando iguais, somente como lembretes:
a) LIMPEZA;
b) LUBRIFICAÇÃO DA MOTO;
c) BATERIA - Desligue o cabo positivo da bateria. Se necessário, antes de fazer a moto voltar a funcionar, peça para o seu mecânico dar uma carga lenta na bateria;
d) COMBUSTÍVEL - Um lembrete muito útil a respeito do combustível é quanto a sua validade. No geral, a gasolina comum e aditivada com mais de três meses de uso começa a formar borra. Sendo assim, prefira, quando rodar muito pouco com a sua moto, gasolina tipo podium, que tem validade de um ano, não formando as indesejáveis borras de combustível e não prejudicando o sistema de injeção;
e) LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE;
f) PNEUS - Mantenha os pneus da moto com a calibragem máxima indicada pelo fabricante;
g) ÓLEO DO MOTOR - Procure verificar a validade do óleo e não o utilize além da quilometragem máxima indicada pelo fabricante ou seis meses de utilização, o que ocorrer primeiro. Nunca economize dinheiro poupando a troca do óleo do motor e do filtro;
h) PROTEJA A SUA MOTO;
i) FUNCIONAMENTO DA MOTO - A motocicleta deve ser ligada a cada dez dias, pelo menos. Algumas voltas no quarteirão periodicamente já são suficientes para que o combustível limpe todo o sistema de alimentação, evitando formações de borras. Além disso, todo o sistema elétrico e eletrônico da sua moto será revitalizado, recarregando a bateria naturalmente. No caso de motocicletas com mais de um cilindro que só possuam partida elétrica, aconselha-se nunca dar o famoso tranco, nem se utilizar da famosa chupeta. O tranco pode causar travamento do motor ou comprometer as bielas da moto. Já a chupeta pode queimar componentes elétrico/eletrônicos importantes da motocicleta, como módulos, relês, CDI, etc.

3 – Lembretes gerais:
Muitas pessoas pensam que o reaperto da moto só deve ser feito quando ela é submetida a terrenos mais irregulares, o que é errado. A vibração, que acontece em qualquer tipo de solo, vai soltando parafusos e isso pode se tornar um problema no futuro. Por isso mesmo, o motociclista deve levar a sua moto para um mecânico de confiança realizar esse reaperto sempre que possível, principalmente ao retornar de uma longa viagem.
Lembre-se que a moto, como todo veículo, foi feita para rodar. O fato de ficar parada pode, se não tomadas as precauções necessárias, danificar a sua máquina.

4 – Procedimentos recomendáveis para reutilizar a moto após um longo período de estocagem:
a) BATERIA - Carregue a bateria e instale-a;
b) VELAS - Remova e inspecione as velas de ignição. Substitua ou recalibre se necessário;
c) FILTRO DE AR - Limpe ou substitua o elemento do purificador de ar;
d) COMBUSTÍVEL - Abasteça com gasolina de boa qualidade;
e) MOTOR - Ligue o motor e deixe-o operando até que atinja a temperatura normal de operação (+ 2 minutos). Desligue o motor;
f) NÍVEL DE ÓLEO - Verifique a quantidade de óleo no tanque de óleo. Verifique o nível do lubrificante da transmissão;
g) CONTROLES - Verifique os controles para ver se estão funcionando bem. Opere os freios dianteiros e traseiros, o acelerador, a embreagem e a caixa de marchas. Verifique se a direção está macia ao girar totalmente o guidom;
h) PNEUS - Certifique-se de que os pneus estejam devidamente inflados, balanceados e que tenham uma banda de rodagem adequada. Dirigir com pneus excessivamente gastos, desbalanceados ou sem ar suficiente, é perigoso. A tração, a direção e o manuseio da moto serão prejudicados;
i) SISTEMA ELÉTRICO - Verifique todos os interruptores e equipamentos elétricos, incluindo a lâmpada do freio, os pisca-piscas e a buzina;
j) VAZAMENTOS - Verifique se há algum vazamento de combustível, óleo ou fluido dos freios; e
h) DIREÇÃO – Dirija com cuidado e utilize a sua moto para aquilo que ela foi feita – a sua diversão!

BOA VIAGEM!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Que aquela magia guardada, durante todo o ano, venha presente nos corações daqueles que festejam o amor.

Que não apenas seja uma comemoração, mas um início para uma nova geração.

O Natal simboliza nova vida, pois nele comemoramos o nascimento do Homem que modificou a nossa maneira de ver o mundo, trazendo-nos amor e esperança.

Que neste Natal sejam confraternizados todos os desejos de um mundo melhor!

 Que todos estabeleçam um novo vigor de humanidade e que nada seja mais forte do que a união daqueles que brindam o puro afeto.

Feliz Natal e Próspero 2012!!!






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Contra-esterço de guidom.


O CONTRA-ESTERÇO DE GUIDOM PARA REALIZAR AS CURVAS NAS MOTOS.



Eu sempre tive certa dificuldade em realizar curvas, principalmente no período em que possuía a minha Boulevard C-1500. Essa moto, não raras as vezes, tinha a tendência de sair de frente e eu não sabia como corrigir adequadamente, principalmente no meio das curvas.
Lendo o Blog do Hélio Rodrigues Silva, vi essa matéria que achei muito boa e que quero compartilhar com todos! 

Pilotagem - CURVAS: Contra-esterço - Olhar - Negociação
Um dos maiores desafios na pilotagem de uma motocicleta é conduzi-la corretamente em curvas, sejam elas de baixa ou alta velocidade. Para facilitar o entendimento desse “post”, tomei como base motocicletas Harley Davidson “Custom” rodando em estradas asfaltadas (embora o princípio seja válido para qualquer moto) em velocidades acima de 60 km/h. Existem vários aspectos que devem ser considerados numa curva; tais como redução de velocidade, posição do corpo, piso, etc tratados exaustivamente em outros "posts" por vários de vocês. Correndo o risco de me tornar repetitivo volto ao tema concentrando-me em três daqueles que julgo os mais importantes:

CONTRA-ESTERÇO
Sem que saibamos o que é o contra-esterço e como ele atua corremos sérios riscos de acidentes.
Esterço é o movimento de guidon que fazemos para executar uma curva. E porque contra? Como o próprio nome diz, para fazer uma curva para a DIREITA temos que, delicadamente, esterçar o guidon para a ESQUERDA! Parece uma loucura, mas não é, trata-se tão somente da física atuando com o chamado efeito giroscópio. Para ficar mais claro, existe um teste muito simples que pode ser feito com dois copos de vidro ou de plástico. Pegue dois copos idênticos cujas bocas sejam maiores do que os fundos e coloque-os com as bocas encostadas uma na outra. Prenda os copos nessa posição usando fita durex ou isolante. Colocando os copos presos sobre uma superfície plana você verá que o meio é mais alto do que as extremidades tal qual o pneu dianteiro da moto. Quando a moto esta em linha reta ela vai se apoiar exatamente no meio (onde os copos estão fixados). Gire os copos para a esquerda (como se estivesse girando o guidon) encostando o copo da direita na mesa (a moto se apoia na lateral do pneu nas curvas), agora com a palma da mão empurre o copo que está apoiado na mesa para frente: embora ele esteja virado para a esquerda ele vai girar para a DIREITA!
Como é que até hoje eu fazia as curvas com a minha moto sem perceber que estava fazendo isso? INSTINTO. Pilotagem de moto é altamente instintiva e falaremos disso mais à frente. No caso do contra-esterço é fundamental que o utilizemos conscientemente e a nosso favor, evitando situações como a experimentada por mim em meados de 2009. Eu estava descendo a serra de Petrópolis quando no viaduto que antecede um túnel me vi mais rápido que minha competência permitia. Fiz quase tudo errado: toquinhos no freio da frente e tapinhas no freio traseiro de nada adiantaram cada vez mais eu me aproximava do limite da pista. Já em pânico pensei: “-tenho que girar mais o guidon para a esquerda”, ou seja, fiz exatamente o contrário, pois a curva era para a esquerda e eu não sabia absolutamente nada de contra-esterço. O anjo da guardo tomou o guidon das minhas mãos e conseguiu fazer a curva. Passei a um dedo (do Lula) da mureta do viaduto.
Se você ainda não acredita no tal de contra-esterço, pegue sua moto e vá para uma avenida larga e sem movimento e a 40 Km/h empurre a manete da direita delicadamente para frente. A moto vai se inclinar para a direita e vai começar a curvar para o mesmo lado. 

Vejam os exemplos no vídeo abaixo.
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=03E1ulvW5q0



OLHAR
A motocicleta vai para onde você olha. Muita gente se acidenta em uma curva ao fixar o olhar no acostamento, no guard-rail, no carro ou na moto que vem em sentido contrário ou naquele que está a seu lado.
Nas fotos abaixo observe para onde está voltada a cabeça do piloto e a direção que a moto está tomando:



Na seqüência abaixo o piloto, ao fixar o olhar no carro, desistiu da curva, tirou a inclinação da moto e foi atraído para ele como se fora um ímã. Bastaria tão somente olhar para o ponto de saída da curva e contra-esterçar com vontade, o espaço era suficiente para evitar o acidente
 
 


Repare que na primeira foto a moto está inclinada mas não no limite, significando que poderia contra-esterçar ainda mais. Porém, a partir do momento em que o componente OLHAR se desviou da SOLUÇÃO e passou a se fixar no PROBLEMA (o carro), o nosso amigo piloto desistiu da curva, tirou a inclinação da moto, provavelmente usou o freio de forma errada e totalmente desequilibrado em cima da moto caminhou como um boi caminha para o matadouro. Provavelmente a culpa foi atribuída aos malditos pneus Dunlop. Abaixo o resto da sequência. Tome a árvore como referência e reparem que o carro chegou a parar !


(fotos cortesia Killboy.com e Jim Miller Photography)


Lembre-se, olhar para onde você quer que a moto vá é a SOLUÇÃO, olhar para obstáculos é o PROBLEMA, olhe sempre para a SOLUÇÃO, jamais para o PROBLEMA. 


Seu olhar tem que ser como a luz do farol, ele não deve se fixar em nenhum ponto e sim avançar 2 ou 3 segundos à frente, para onde você quer que a moto vá. Não desvie jamais o olhar do seu objetivo, especialmente no meio de uma curva.Quando a curva permitir olhe para onde você quer o seu ponto de saída. Combinar o olhar com o contra-esterço, além de resultar em curvas redondas, reduz drasticamente os riscos de acidentes.


NEGOCIANDO A ENTRADA DA CURVA
Para aproveitar ao máximo o espaço disponível e com isso aumentar o raio da curva facilitando o seu contorno, nosso ponto de entrada é o lado externo da curva, isto é: se a curva é para a direita o ponto de entrada será o extremo esquerdo da pista de rolamento. No meio da curva está o ponto de tangência no extremo à direita. O ponto de saída, nesse caso, será no extremo à esquerda da pista de rolamento. Desenhando num pedaço de papel fica mais fácil de entender. Sempre que possível, visualizar o ponto de tangência da curva e fazer a entrada no lado oposto ao mesmo. Isto é, se o ponto de tangência está à sua esquerda você faz a entrada de curva no limite à direita e vice-versa.

A velocidade de entrada na curva é fundamental para que ela seja feita da forma mais eficiente e segura possível. É preferível reduzir a marcha e entrar em uma velocidade mais baixa com o motor "cheio" e acelerar gradualmente a entrar numa velocidade alta e ter necessidade de reduzi-la "dentro" da curva. Na primeira situação - velocidade mais baixa - o conjunto de movimentos será harmonioso, já no segundo caso - velocidade excessiva - você vai ter muito mais trabalho para contrariar o comportamento da moto (mais velocidade = menos inclinação = maior dificuldade de reduzir velocidade = maior dificuldade de passar no ponto de tangência desejado).
A importância de subir as rotações do motor antes de entrar na curva (através da redução de marcha) é para sua utilização como "freio motor" caso necessário. Jamais use os freios dianteiro ou traseiro dentro de uma curva. Basta fechar a manete de aceleração que a moto reduzirá e inclinará ainda mais, ajudando na curva. É muito mais seguro entrar em uma curva desconhecida reduzindo para uma marcha mais baixa, com motor "esgoelando", do que entrar "solto" em uma marcha alta.

Outra providencia em curvas mais rápidas é transferir o centro de gravidade para o mais próximo do solo, para isso basta deixar de preguiça e passar o peso do corpo para a pedaleira/plataforma do lado interno da curva aliviando a bunda no banco. Nas tourings isso é um santo remédio para acabar com as pequenas reboladas.

E uma recomendação que poderá salvar sua vida: JAMAIS DESISTA DE UMA CURVA DEPOIS DE INICIADA, a partir do momento em que você tomou sua decisão vá até o fim. Se entrar rápido demais, feche a manete de aceleração e incline a moto mantendo o olhar para o ponto de saída da curva, sem se preocupar com a pedaleira raspando no chão e, principalmente, SEM OLHAR para os obstáculos: carros em sentido contrário, guard-rail, caminhão ao seu lado, acostamento, etc...Fixe o olhar no seu objetivo e acredite que você conseguirá.

Existe uma forma de fazer uma frenagem de emergência em uma curva utilizando o freio dianteiro no seu limite. Além de exigir muito treino é fundamental que a negociação da entrada da curva tenha sido feita de forma adequada. Se você perceber que a velocidade está muito além do permitido pela curva e não tiver condições de usar o freio motor, retire a inclinação da moto, colocando-a em pé com o guidon reto e aplique o freio dianteiro com vontade sem deixar a roda bloquear e antes de passar para a pista contrária, solte o freio, contra-esterce com vontade e continue na curva. Isso parece difícil, e é, mas lembre-se que se a negociação da curva foi bem feita a perpendicular que vai do ponto de tangencia até o limite do ponto de saída lhe proporciona alguns bons metros que podem ser a diferença entre cair ou retomar a curva, agora em velocidade mais baixa.
TREINO Não adianta encontrarmos culpados para os sustos e acidentes que sofremos, vestirmos verdadeiras armaduras medievais para pilotar se não fizermos o fundamental: praticar. É a melhor maneira de criar memória em nossos músculos e neurônios das ações que pretendemos transformar em reflexos. .

Vale a pena estabelecer um programa de treinamento com colegas, escolher um local seguro, levar uma trena, fazer marcações e começar treinando frenagens de emergência, primeiro a 40 km/h , depois a 60 km/h e assim sucessivamente. Garanto que muitos de nós ainda não vimos o pneu dianteiro de nossas motos bloquearem. É melhor descobrir em treinamentos e saber como proceder do que numa situação real. Até mesmo frenagens de emergência em curvas podem e devem ser praticadas , utilize um local sem transito e simule curvas com frenagens no meio e continuação da curva, primeiro em velocidades baixas 40, 50 Km/h. Depois em estradas sem movimento, simule a 70/ 80 km/h. Garanto que os dividendos valem à pena.


Hélio Rodrigues Silva 22/11/2010






Há ainda um relato bem humorado do Hélio Rodrigues Silva sobre as técnicas de realização das curvas pelos motociclistas.

Por serem estradas que margeiam e cortam parques e florestas (Green Ridge State Forest, Bushanan State Forest, Gallitzin State Forest, etc) tem pouquíssimas retas o que me permitiu treinar com vontade curvas de todos os tipos.

Quando não conseguia ver o final da curva, redução levando a máquina (uma Honda Goldwing 1200) a, no mínimo, 4.000 giros, entrada na curva pelo seu lado externo, olhar o mais a frente possível, tentando encontrar o ponto de tangência, leve pressão no manete do lado interno da curva fazendo o contra-esterço, peso do corpo na pedaleira interna da curva, respiração cadenciada, dois ou três dedos "cobrindo" a embreagem, pé esquerdo SEMPRE por cima do pedal do câmbio e manopla do acelerador suavemente acelerada e, claro, um sorriso nos lábios sabendo que estava fazendo um belo trabalho.
Em alguns casos, quando a curva se acentuava, bastava fechar o punho do acelerador para o "freio motor" atuar reduzindo a velocidade da moto sem desequilibrá-la e mantendo-a tracionada, aumentando a inclinação da moto permitindo acentuar o contra-esterço. Em situações bem críticas mesmo (não aconteceu mas simulei para efeito de treinamento), a curva começa de uma forma e vai fechando do meio para o final (no fim da Serra das Araras tem uma que é um ZERO), primeiro fechava o acelerador e caso o "freio-motor" não reduzisse para uma velocidade adequada, rapidamente reduzia para uma marcha inferior. Lembrem-se de que eu estava com três dedos "cobrindo" a embreagem e o pé direito por CIMA do pedal do câmbio, o que me permitia redução de marcha muito rápida e muitíssimo mais segura do que pensar em usar qualquer um dos freios.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viagem para o Chile e Argentina


Uma viagem especial...


Dia 03/10/2011

Saímos de São Paulo com  uma hora de atraso... Mas, para quem está com leveza de espírito e alegria no coração, isto não é problema.  Férias, férias...



No check-in o Luiz encontrou em conhecido do CTA que está indo morar por dois anos na Espanha.(que chic!)
Ele veio para Santiago para se despedir de um tio, antes de ir para  terras de além-mar, Sevilha.
Pegamos o carro, um Spark da GM, nosso companheiro nesta aventura por muitos KM.
Como o apartamento de Paris “pequeno mas ligeiramente confortável.
O rapaz da empresa de aluguel de carros nos deu um susto: ficamos por mais ou menos 20 minutos procurando por ele no Aeroporto de Santiago!
Papelada conferida, fomos direto para a Ruta 5, que nos levaria até Puerto Varas, 1000 KM  mais ou menos.
À esquerda, a Cordilheira dos Andes a nos acompanhar e,  ao longo da estrada , muita,  muita plantação – uva, maçã, arroz e flores.
Uma particularidade nos chamou a atenção: o nacionalismo do chileno é visível nas bandeiras hasteadas em frente às casas,  lojas,  fábricas... e nos outdoors.
“Juntos cosechamos dulzura para el Chile”  nos dizia  um outdoor com propaganda de fertilizante ou produto agrícola;  “Nada me mueve más que unir el pais”, um outro  com propaganda de óleo de caminhão.
Tudo muito lindo. A estrada espetacular, sem qualquer buraquinho.  Imagino fazer este passeio de moto, que maravilha.



Como escurece muito tarde, rodamos mais do que imaginávamos, fomos dormir em Los Angeles. Puxa, não estamos no Chile????
O hotel da primeira noite foi o Avellano, onde também jantamos uma comida muito especial.



Dia 04/10/2011

Logo cedo, após um café delicioso, pé , ops, pneu na estrada novamente, rumo  ao nosso primeiro destino Puerto Varas.
Paramos em Frutillar, uma cidade de origem alemã, que fica a uns 20 km de Puerto Varas. 



Após uma pequena caminhada, almoçamos num restaurante muito lindo com vista para o Osorno.  Este vulcão é lindo principalmente para simetria de suas linhas, ele parece um triângulo com o topo enfeitado de neve. Lembra o Monte Fuji do Japão. Pena que o tempo estava um pouco nublado e caía uma leve garoa.
Comemos uma salada deliciosa e um salmão escandalosamente perfeito, tudo regado a um bom vinho (nacional).
Maravilha!
Logo depois, após uma outra caminhada e muitas fotos, rodamos mais um pouco rumo a Puerto Varas.





Ao chegarmos lá, logo na entrada da cidade, que fica às margens do Lago Lanquehue, avistamos o nosso hotel no alto da colina : Colonos Del Sur.
Demos uma boa caminhada de “reconhecimento” da cidade. Logo, notamos mais uma vez  a influência alemã na região. 





No centro de apoio ao turista, nos informamos sobre os passeios do dia seguinte.
Maravilha!



Dia 05/10/2011

Logo cedo, nos dirigimos para o vulcão, que  fica a uns 60 kms mais ou menos, numa estrada de asfalto e parte de rípio.
Estamos agora em pleno vulcão Osorno. Sua imponência de cima de seus quase 2.700 m de altura nos mostra a grandeza e força de Nosso Senhor.
Muita vontade de escalar e lá de cima, vermos o Lago Lanquehue, a cidade de Frutillar e toda a região em volta.
Só esquecemos de combinar com São Pedro... O tempo está completamente fechado e, neste momento, estamos num restaurante  todo de madeira, no pé do vulcão.
Aguardando...



Encontramos um casal de Salvador, em lua-de-mel, Alan e Lívia, também aguardando o tempo melhorar para podermos subir. Que Deus ilumine o amor e a união deles!
Neste momento, lembrei que eu e Luiz vivemos um grande amor há quase 30 anos.
Estava muuuuito frio e, como estava prometido, levei uma bela bolada de neve, muito caprichosamente feita pelo Xú.



Desistimos de esperar e descemos  a montanha em direção aos Saltos do Petrohue. 



Lagos e quedas d’água de cor verde transparente; águas de degelo das montanhas.
Um espetáculo à parte!



Logo depois, fomos conhecer o lago Todos os Santos, também conhecido como Lago Esmeralda, lógico, por causa da cor maravilhosamente verde esmeralda, transparente.



No retorno, houve algum problema com a roda, ela começou a fazer um barulhinho como se tivesse algo em contato com o disco de freio.
Paramos, demos uma olhadinha e, não encontrando nada aparente, continuamos o nosso retorno.
Demos uma parada para "almojantar" à beira do Lago Lanquehue. Tudo de bom...



Dia 06/10/2011

Logo pela manhã, fomos tentar ver o que tinha ocorrido com a roda do carro.
Resolvemos bem rapidinho lá na loja da GoodYear, só que isto atrasou a nossa saída e somente às 10:00h é que conseguimos sair em direção à Bariloche.  Acabou sendo uma pequena pedra que se acomodou no disco de freio ao percorrermos a estrada de rípio.
Nos  dirigimos até a  cidade de Osorno e lá pegamos a Rute 215, em direção ao parque do vulcão Puyehue, Villa La Angostura e Bariloche.
Estávamos um pouco apreensivos, pois este vulcão entrou em erupção no dia 4 de junho.
É tudo muito lindo, cheio de neve ao longo da estrada. Pena que a neve não está branquinha, tudo está  coberto pela cinza do vulcão. 



Continuamos na travessia dos Andes: é um espetáculo à parte. Neve, neve e neve. Frio, frio e muito frio. O que nos causou muita tristeza foi ver toda aquela quantidade de cinzas sobre a neve, os pinheiros e os telhados das casas.
Imagino o desespero e o prejuízo de todos que moram aqui.
Graças a Deus, a natureza e o esforço do todas aquelas pessoas vão deixar tudo em ordem novamente.
É literalmente o “renascer das cinzas”!




Paramos em Villa La Angostura, uma cidade turística linda, que está completamente afetada pela cinza.  Cruzamos na estrada com diversos caminhões caçamba, carregados  com   cinza, limpando a cidade.
Em Villa La Angostura, paramos para almoçar e de lá conversamos com o Lipe que está de bigode a La Shaolin.
O pai falou que ele tem que comer muito feijão para ficar com o El Bigodon!!!!
Chegamos em Bariloche, após passarmos pela fronteira, sem qualquer problema.
Nos instalamos num hotel  bem no centro da cidade, perto de tudo.
Bem quentinho e silencioso.



Dia  07/10/11

Subida ao Cerro Campanário
Programamos a subida para ser pela manhã, pois havíamos comprado os ingressos do passeio de barco para a parte da tarde. Tínhamos que estar no porto às 13:30h em ponto!
Fomos de carro até o local do teleférico e a Sândala foi comprar os tickets enquanto eu ficava na fila. O engraçado é que a fila para o teleférico estava muito grande, tinha muitos ônibus de turismo lá, e eu fiquei como último da fila o tempo todo. Tive que aguentar a gozação de que não adiantava nada ter ficado ali!
A subida é rápida e a vista maravilhosa. O dia estava lindo e conseguíamos visualizar a cidade, as montanhas nevadas e o Lago Nahuel Huapi onde, em breve, estaríamos passeando.....





Depois de muitas fotos e curtição, descemos o Cerro Campanário e resolvemos passear de carro pela região.



Nahuel Huapi é um lago argentino de origem glacial com 550 km² situado a cerca de 700 metros acima do nível do mar a pouca distância da fronteira com o Chile. É compartilhado pelas províncias argentinas de Rio Negro e Neuquén e é margeado pelo Parque Nacional Nahuel Huapi. Às suas margens foi fundada em 1895 a famosa cidade de San Carlos de Bariloche.
Durante o passeio de carro, avistamos cinco motos com placa do Brasil. Paramos para bater papo e soubemos que tinham vindo do Rio Grande do Sul e que também iriam realizar o passeio de barco. Legal, pois teríamos uma boa companhia durante o passeio!



O lago Nahuel Huapi é lindo, com águas transparentes e o barco passa bem perto das montanhas nevadas. Isso é tudo de bom e não há melhor companhia do que a minha amada para esse passeio!



Durante o passeio, demos uma parada na Isla Victoria para caminhar por um Bosque de Arrayanes, árvores que dominam os 31 km² dessa bela ilha.




À noite, fomos saborear um bom vinho e esquentar o corpo com uma sopa de cogumelos.




Dia  08/10/11

Acordamos cedo e, logo depois do desayuno, já com as malas no carro, fomos pegar as roupas que alugamos para a ida ao Cerro Catedral. Subimos os dois lances do teleférico, chegando até o cume com 2.050m de altitude.
Muitas pessoas esquiando e um frio de matar. Ficamos retirando as pesadas luvas para bater fotos e ficamos com as mãos congelando. A sorte é que existe um restaurante em seu topo que é climatizado e você fica ainda melhor depois de um bom chocolate quente!





A vista é linda e melhor ainda é estar andando na neve com quem você ama e vendo aquela linda paisagem enquanto neva! Isso é tudo de bom!







Após a descida, devolvemos as roupas alugada e partimos em direção a Mendonça. 



Dessa vez, decidimos conhecer seguir para o norte, pela ruta 40. A paisagem é extremamente bela, tendo os Andes sempre à nossa esquerda.




Depois de rodar 370 km, chegamos em Zapala e fomos informados que com o nosso carro não seria seguro continuar pela ruta 40, pois o rípio possuía pedras muito grandes e poderiam danificar a parte de baixo do Spark. Desviamos a nossa viagem por Neuquém e acabamos pernoitando na cidade de Anielo já no início da noite.
Jantamos, no próprio hotel, um bom bife regado a um vinho local, que confesso ter sido o melhor da nossa viagem...



Dia  09 e 10/10/11

Depois do café, partimos em direção a Mendonça.  Foram 800 km de muitas retas e mesmo correndo, acabava sendo um dos mais lentos na estrada. Esses argentinos têm pé pesado.



Depois de nos hospedarmos, fomos conhecer um pouco da cidade e jantar. Mendoza é uma cidade muito arborizada e que possui uma boa infraestrutura para dar conforto aos turistas.



No dia seguinte, tivemos que trocar de hotel, pois o nosso era muito barulhento. Antes disso, fomos conhecer algumas vinícolas e uma fábrica de azeite. Foi um passeio lindo, principalmente por ver tantas oliveiras e toda a técnica de extração dos diversos tipos de azeite.






Na linda Praça Independência, em pleno coração de Mendoza, pegamos um ônibus conversível (o teto tinha sido cortado!) e fomos fazer um tour pela cidade, com direito de conhecer a Plaza Espanha e o Parque General San Martin, que fica bem pertinho do centro da cidade e é o local onde as famílias se reúnem nos finais de semana. Tem até um zoológico dentro do parque.









Dia  11/10/11

Nesse dia, o nosso destino era Santiago. Tinham nos dito para reservar um dia inteiro para fazer essa travessia dos Andes de apenas 360 km. Ainda bem que  seguimos  esse conselho.
A estrada é linda e ver as cores das montanhas nevadas é inebriante.



Paramos várias vezes para fotos e até para alimentar uma pequena raposa que se aproximou do carro na estrada.



Com 200 km rodados estávamos em uma das partes mais altas da estrada, em pleno Parque do Aconcágua com o seu imponente pico de 6.962m. Estar ali contemplando essa imensidão de montanha não tem preço. Estávamos anestesiados por essa magia e mal sentíamos o forte vento gelado do local.







Fomos muito bem recebidos na alfândega e partimos em direçao a  uma estação de esqui,  logo após entrar no Chile. A neve ainda estava presente em volta do Hotel Portillo Ski Resort, com parte do seu lago congelado. Tudo muito bonito!







Continuamos na estrada para conhecer os famosos Los Caracoles, com as suas mais de 28 curvas. São tantas e tão próximas, que elas são numeradas. Uma experiência incrível!






Chegamos a Santiago, já no final da tarde, e nos hospedamos em um Apart Hotel na esquina da 11 de setembro com a Pedro de Valdívia. Lugar lindo e com uma bela vista para os Andes nevados!






Dia 12/10/2011

Compramos alguns alimentos em um supermercado próximo e tomamos o nosso café da manhã no nosso aconchegante apartamento.
Partimos para conhecer a famosa vinícola Concha Y Toro. Já tínhamos agendado pela internet a visita. Local muito lindo e extremamente organizado. Além de ver todo o processo de fabricação, armazenamento e engarrafamento dos vinhos, ainda tivemos a oportunidade de degustar nobres safras de vinhos daquela vinícola.










À tarde,  fomos  às compras, aproveitando alguns outlets da cidade. Foram boas compras nas lojas da Lee, Nike, Adidas, Apple e muitas outras.



Dia 13/10/2011

Devolvemos o nosso pequeno e aconchegante carrinho e partimos para a vista por alguns pontos turísticos da cidade, deixando para almoçar um bom salmão no mercado municipal. Realmente, embora famoso, o peixe não bateu a qualidade do salmão que comemos em Frutillar no Clube Alemão.











Dia 14/10/2011

É chegada a hora do retorno para a nossa casa, depois de rodar mais de 3.000 km por estradas de excelente qualidade e conhecer lugares de tirar o fôlego. Viajar é tudo de bom e estar em companhia da pessoa amada é muito melhor!