sexta-feira, 23 de maio de 2014

Um novo projeto – Europa 2014 de BMW R1200GS


Eu não sonho, viajo!!!

Já está fazendo quase um ano que realizamos uma grande viagem pela Europa. Foi o nosso primeiro tour de moto pelo velho continente e aproveitamos para conhecer o centro norte da Espanha e Portugal, utilizando o roteiro sugerido pela empresa MotoXplorers conhecido como Rota dos Reis.

Foi muito bom ter rodado por Lisboa e Madri, além de andar pelo caminho de São Tiago de Compostela, vendo os peregrinos sendo levados pela fé até a catedral de São Tiago. Foi emocionante, além de gratificante!

Agora, estamos com novas ideias. Vamos motocar novamente de BMW pela Europa, conhecendo as terras de além Tejo de Portugal, o litoral Espanhol do mediterrâneo até Barcelona e voltando pelo interior da Espanha e Portugal, dando uma passada por Zaragoza, Toledo, Segóvia, Ávila e agradecendo a proteção de Nossa Senhora, em Fátima, sem antes deixar de passar por Marvão, cidade mais alta de Portugal.

Vejam como ficou o nosso roteiro de mais de 3.600km de belas estradas, que mais parecem um tapete e ainda usando as novas GS 1200 LC. Vai ser uma delícia...


A nossa moto já está reservada junto a competente MotoXplorers de Lisboa e tenho certeza que será tudo de bom esse novo projeto! E que chegue logo setembro, pois queremos andar de GS por aquelas bandas, sempre com a minha querida e inseparável garupa Sândala.



Isso tudo acontece devido termos sidos instigados pela aventura, aumentando nossa vontade incontrolável de fazer jus à uma das frases de Amyr Klink:
"Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu".

Tipos de manutenção aplicadas em motocicletas


Durante toda a nossa vida, sempre ouvimos falar sobre a necessidade de realizar manutenção em nossas máquinas. Afinal, elas podem dar algum problema e não queremos ficar na mão em pleno passeio.

Para aqueles mais preocupados, ao adquirirem uma moto, sempre dão uma olhada no manual para conferir as revisões já realizadas e o cronograma de inspeções que o fabricante da sua moto propõe para ela. Isso é a certeza que aquela máquina foi bem cuidada na sua manutenção e que não vai te dar dor de cabeça.

Sendo assim, a gente pode considerar que as recomendações do fabricante da sua moto são com relação à execução de manutenções preventivas, minimizando ao máximo a ocorrência de manutenções corretivas.

Mas, afinal, quais são os conceitos desses dois tipos de manutenção?

A manutenção corretiva é a forma mais óbvia e mais primária de manutenção, pode sintetizar-se pelo ciclo "avaria-repara", ou seja, a reparação dos equipamentos ou sistemas é feita depois de ocorrer a avaria. É a forma mais cara de manutenção quando encarada do ponto de vista custo-benefício.

A manutenção preventiva, como o próprio nome sugere, consiste num trabalho de prevenção de defeitos que possam originar a paragem ou um baixo rendimento dos equipamentos ou sistemas em operação. Esta prevenção é feita baseada em estudos estatísticos, condições previstas pelo fabricante para utilização de um determinado equipamento ou sistema.

Mais será que somente existem esses dois tipos de manutenção? Ou a gente troca após a quebra, corretiva, ou a gente troca antes para não ocorrer a quebra, preventiva?

É certo que não! Existe um outro tipo de manutenção que se chama de preditiva. Essa manutenção é realizada muitas vezes por você sem saber. Mais afinal, qual é o conceito desse tipo de manutenção?

Manutenção preditiva é a determinação do ponto ótimo para executar a manutenção preventiva num equipamento, ou seja, o ponto a partir do qual a probabilidade do equipamento falhar assume valores indesejáveis.

Como poderemos traduzir esse tipo de manutenção? Inicialmente, devemos entender que cada motociclista utiliza de uma forma a sua moto. Alguns gostam de "enrolar o cabo", outros de utilizar as suas máquinas para pequenos passeios, alguns só rodam dentro de cidades, outros querem conhecer as três Américas... Já o fabricante, prevê uma condição de utilização da moto que nem sempre se enquadra com a sua utilização. Como fazer então a manutenção da minha máquina. Simples, monitorando os diversos sistemas que ela possui e realizando as manutenções preventivas quando forem atingidos os parâmetros considerados necessários pelo fabricante daquele componente.

Muitas das vezes, você já faz a manutenção preditiva sem saber. Quando você mede o tamanho do suco do pneu e verifica que está acima do mínimo de segurança, você está fazendo uma manutenção preditiva. Ao verificar, periodicamente, a quantidade de material existente na pastilha de freio, também...

Mas existem alguns equipamentos que você poderá utilizar para saber o momento certo da troca do fluido de freio. Essa “caneta” dá a contaminação por água, no fluido, e, com isso, você só precisará trocar esse componente quando ele estiver fora de especificação e não simplesmente a cada dois anos!


Outro equipamento característico de manutenção preditiva é o termodensímetro. Ele mede a quantidade de aditivo (etileno glicol) existente na água do radiador da sua moto, sinalizando o momento certo para realizar a troca da solução, prevenindo a ocorrência de corrosão, no sistema de refrigeração da moto, e mantendo as características de troca térmica do motor.


Talvez o monitoramento mais importante seja o do óleo lubrificante. Existe um equipamento vendido nos EUA, chamado LUBRICHECK, que indica o nível de eficiência de um óleo lubrificante. Poderemos, com apenas uma gota de óleo, checar se aquele lubrificante está em condições boas de uso ou não e até mesmo saber se há algum problema com o nosso motor. Veja as explicações no vídeo abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=a8-5lRyeg8I

Há ainda diversos outros equipamentos de monitoramento de sistemas e equipamentos da sua moto que poderão facilitar a identificação do momento exato de substituição de determinado componente. Lembre-se sempre que a correta manutenção da sua moto lhe dará a tranquilidade necessária à sua viagem! Bons passeios!

sábado, 17 de maio de 2014

Cuidados com o fluido de freio da sua moto.

A preocupação mais comum do motociclista em relação à manutenção da sua moto é com a calibragem dos pneus e a troca do óleo do motor. Muito se discute sobre o melhor tipo de óleo lubrificante para o motor e transmissão e se esquece de um outro tipo, mais precisamente de um fluido – o de freio e o de acionamento da embreagem da moto!

Tá certo que nem todas as motos têm esses dois componentes com acionamento hidráulico, mas aquelas mais modernas e de maior cilindrada com certeza exigem cuidados especiais nesses componentes por parte de seus donos.

No caso dos freios, o fluido hidráulico é o líquido responsável por transmitir a força aplicada pelo piloto às manetes até os mecanismos de frenagem (pastilhas nos sistemas a disco, lonas nos a tambor) junto às rodas. Por estar sujeito às condições severas de temperatura, geradas pelo atrito das pastilhas e lonas de freio, não é possível usar líquidos a base de água para essa finalidade, pois poderiam entrar em ebulição devido a temperatura elevada, se transformando em gás e deixando de atuar sobre essas pastilhas e lonas durante os procedimentos de frenagem. Já no inverno, poderá até mesmo congelar sob o frio intenso. 


O Department Of Transportation (DOT), Departamento de Transportes dos Estados Unidos, estabeleceu critérios para classificar os fluidos de freio, conforme sua formulação e seu desempenho. O nível 3, ou DOT-3, é há tempos o mínimo exigido para as motos e automóveis, enquanto alguns fabricantes requerem os mais evoluídos DOT-4, DOT-5 e DOT-5.1. O DOT-5 é baseado em silicone, e os demais (5.1 incluído), são compostos por óleos minerais estéreis e polietileno glicol. Misturar fluidos de diferentes padrões nunca é recomendável, mas é especialmente desaconselhado no caso de mistura do DOT-5 aos demais tipos, pois sua formulação é totalmente diferente, a base de silicone, não se misturando completamente aos demais.



Os fluido à base de glicol tem sobre o de silicone a vantagem da resistência bem maior à compressão, o que deixa mais firme o pedal / manete de freio. Sua desvantagem é ser higroscópico, isto é, absorver a água e a umidade do ar. Isso reduz o ponto de ebulição (que, se muito baixo, pode levar o fluido a perder suas propriedades sob intenso aquecimento), prejudica sua eficiência de transmitir força hidráulica. Por isso é recomendado efetuar a medição de contaminação do fluido hidráulico por água anualmente (manutenção preditiva) e, se necessário, a sua substituição (manutenção preventiva). Dependendo das condições de uso, em média, a durabilidade do fluido de freio é de dois anos.

Existe uma maneira simples de efetuar o teste de contaminação por água de um fluido hidráulico que é a utilização de uma “caneta” de teste, a qual dará a percentagem de água existente na mistura e que, com certeza, existe na oficina de sua confiança.


Lembre-se: os fluidos de freio DOT-3, DOT-4 e DOT-5.1 absorvem água. Sendo assim, o seu ponto de ebulição diminui, ocasionando a diminuição da sua eficiência em uma frenagem. Isso pode tornar os freios parcial ou totalmente inoperante! Imagine você descendo uma serra e utilizando seguidamente os freios da sua moto. Um fluido contaminado por água ferveria e este certamente não é o melhor momento para uma falha nos freios!

Uma das principais diferença entre os tipos de fluido é a sua viscosidade, que por sua vez irá influenciar na temperatura que irá ocorrer o seu ponto de ebulição. Segue abaixo uma tabela com estas características:


Ponto de ebulição
mínimo do fluído seco
Ponto de ebulição do fluído
contaminado com água
DOT-3
205 °C
140 °C
DOT-4
230 °C
155 °C
DOT-5*
260 °C
180 °C  * Base silicone.
DOT-5.1
270 °C
190 °C


Quando for efetuar a troca do fluido hidráulico da sua moto, procure um produto de excelente qualidade e que atenda ou supere as especificações contidas no manual da sua moto. A título de exemplo, posso indicar um fluido fabricado, na Alemanha, de especificação DOT-4, já comercializado, no Brasil, e que supera o ponto de ebulição mínimo para um dessa categoria, pois resiste a até 260º C quando seco e 165º C quando contaminado por água. É o SL4 da marca ATE do Grupo Continental.
Dicas:
1 – Devido a propriedade de absorção de umidade pelo fluido hidráulico, com exceção do DOT-5, o fluido a ser colocado no sistema deve ser sempre novo, nunca de uma embalagem aberta há muito tempo;
2 – Do mesmo modo, como o fluido absorve a umidade do ar, você deve evitar abrir ou deixar aberto o reservatório de fluido de freio da sua moto;
3 – Não deixe os fluidos hidráulicos caírem ou respingarem na pintura da sua moto, pois eles poderão danificá-la;
4 – Fluidos hidráulicos contaminados por água, além de perderem a sua eficiência, poderão ocasionar corrosão nas partes metálicas do sistema de freio e ainda danificar as guarnições de borracha;
5 - Se sua motocicleta utiliza fluidos a base de polietileno glicol (DOT 3,4 e 5.1), JAMAIS COLOQUE O FLUIDO DOT 5 pois este é a base de SILICONE;
6 – Se você utilizar fluídos que o ponto de ebulição é maior que o especificado na sua moto, por exemplo, se você utilizava o DOT-4 (230°C) e quer utilizar o DOT 5.1 (270°C),  não há problema, pelo contrário, irá aumentar a segurança. Nunca aceite um fluído de freio que tenha um ponto de ebulição inferior ao especificado no manual da sua moto. Por exemplo, se a sua moto utiliza DOT-4 e o mecânico quer lhe “empurrar” um DOT-3 lhe dizendo que é a mesma coisa, saiba que não é!!!  O DOT-4 irá ferver a 230°C enquando o DOT-3 irá ferver a 203 °C. Isso poderá comprometer gravemente sua segurança, pois você poderá ficar sem freio em uma situação onde o mesmo seja muito utilizado!

Agora, é motocar e aproveitar a sua máquina com toda a segurança possível!!! Bons passeios!!!




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Como Fazer Curvas de Motocicleta



No post anterior, falamos alguma coisa sobre o CONTRA-ESTERÇO e sua importância para fazer curvas em uma moto. Mas será que basta aplicar essa técnica para termos a certeza que estamos realizando uma curva com segurança? É claro que não!

Existem alguns “macetes” que a gente deve ter em mente para realizar curvas em uma moto. Vamos listar dois importantes lembretes que muitas vezes aplicamos na prática sem que a gente se aperceba disso:

1 - A motocicleta vai para onde você olha.
Muita gente se acidenta, em uma curva, ao fixar o olhar no acostamento, no guard-rail, no carro ou na moto que vem em sentido contrário ou naquele que está a seu lado.

Nas fotos abaixo, observe para onde está voltada a cabeça do piloto e a direção que a moto está tomando:

 



(fotos Killboy.com e Jim Miller Photography)

O piloto, ao fixar o olhar no carro, “desistiu da curva”, tirou a inclinação da moto. Repare que na primeira foto, bastaria tão somente olhar para o ponto de saída da curva.

A moto está inclinada, mas não no limite, significando que poderia contra-esterçar ainda mais. Porém, a partir do momento em que o componente OLHAR se desviou da SOLUÇÃO e passou a se fixar no PROBLEMA (o carro), o piloto desistiu da curva e tirou a inclinação da moto.

Para evitar tudo isso, lembre-se de olhar para onde você quer que a moto vá (SOLUÇÃO). Olhar para obstáculos é o PROBLEMA! Olhe sempre para a SOLUÇÃO, jamais para o PROBLEMA.

Seu olhar tem que ser como a luz do farol da sua moto, ele não deve se fixar em nenhum ponto e sim avançar alguns segundos à sua frente, para onde você quer que a moto vá. Não desvie jamais o olhar do seu objetivo, especialmente no meio de uma curva.



Quando a curva permitir, olhe para onde você quer que seja o seu ponto de saída. Combinar o olhar com o contra-esterço, além de resultar em curvas redondas, reduz drasticamente os riscos de acidentes.


2 - NEGOCIANDO A ENTRADA DA CURVA
Para aproveitar ao máximo o espaço disponível e com isso aumentar o raio da curva, facilitando o seu contorno, nosso ponto de entrada é o lado externo da curva, isto é: se a curva é para a direita o ponto de entrada será o extremo esquerdo da pista de rolamento. No meio da curva está o ponto de tangência no extremo à direita. O ponto de saída, nesse caso, será no extremo à esquerda da pista de rolamento. Sempre que possível, visualizar o ponto de tangência da curva e fazer a entrada no lado oposto ao mesmo. Isto é, se o ponto de tangência está à sua esquerda você faz a entrada de curva no limite à direita e vice-versa. 
A velocidade de entrada, na curva, é fundamental para que ela seja feita da forma mais eficiente e segura possível. É preferível reduzir a marcha e entrar em uma velocidade mais baixa com o motor "cheio" e acelerar gradualmente a entrar numa velocidade alta e ter necessidade de reduzi-la "dentro" da curva.

A importância de subir as rotações do motor, antes de entrar na curva (através da redução de marcha), é para sua utilização como "freio motor" caso necessário. Jamais use os freios dianteiro ou traseiro dentro de uma curva. Assim, basta fechar a manete de aceleração que a moto reduzirá e inclinará ainda mais, ajudando na curva.

Outra providencia, em curvas mais rápidas, é transferir o centro de gravidade para o mais próximo do solo, para isso basta deixar de preguiça e passar o peso do corpo para a pedaleira/plataforma do lado interno da curva, aliviando a bunda no banco.

Depois de tudo o que foi falado, só podemos fazer uma única recomendação que poderá salvar sua vida: JAMAIS DESISTA DE UMA CURVA DEPOIS DE INICIADA. A partir do momento em que você tomou sua decisão vá até o fim. Se entrar rápido demais, feche a manete de aceleração e incline a moto mantendo o olhar para o ponto de saída da curva, sem se preocupar com a pedaleira raspando no chão e, principalmente, SEM OLHAR para os obstáculos: carros em sentido contrário, guard-rail, caminhão ao seu lado, acostamento, etc. Fixe o olhar no seu objetivo e acredite que você conseguirá. Utilize sempre o contra-esterço!

Bons passeios...





Pesquisa: http://heliorsilva.blogspot.com.br e sites especializados.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Como funcionam os radares de velocidade?


Atualmente, o que a gente mais observa nas ruas e estradas são os radares fixos. Alguns escondidos, outros colocados em postes nas laterais das vias. Todos com uma só finalidade "oficial" – fiscalizar os veículos e autuar os infratores. 

Nos países de primeiro mundo, o número de radares de velocidade é incrivelmente alto, talvez por isso, somado a educação e consciência dos condutores, o número de acidentes venha caindo ano a ano. Apenas para efeito de curiosidade para aqueles que pensam que "quanto mais carros e veículos em geral, mais acidentes", na Inglaterra, em 1980, ocorreu 400% a mais de acidentes no trânsito do que o registrado em 2013, mesmo tendo o número de veículos crescido nos últimos 30 anos. 

Mas, será que você já teve a curiosidade de saber como eles funcionam? Basicamente, somos fiscalizados nas rodovias por dois tipos de radares. Os fixos, muitas das vezes conhecidos como pardais e os móveis. 

Os radares fixos funcionam da seguinte forma: 

Existe uma discussão por parte de muitos pesquisadores em relação à nomenclatura “radar” para os dispositivos de fiscalização eletrônica. Segundo a definição, um radar emite ondas eletromagnéticas e o seu reflexo é utilizado para calcular a distância e a velocidade dos objetos. 

Como os radares fixos não funcionam dessa forma (pois eles não emitem ondas para os veículos), o que acontece é apenas uma desativação momentânea do campo eletromagnético gerado por esses equipamentos. 

 

Ao passar por um ponto fiscalizado, você pode perceber que não existem apenas as câmeras no poste. O sistema possui também dois ou três conjuntos de faixas ou sensores, instalados no pavimento da rua, e um computador que calcula a velocidade (ele fica em uma caixa, normalmente abaixo das câmeras). 

 

Os sensores funcionam em conjunto, criando um campo eletromagnético. Como os veículos são compostos por elementos metálicos, os sensores são afetados por eles. Dessa maneira, assim que o carro ou a motocicleta passar pelo primeiro sensor, o campo magnético é anulado e reativado quando o segundo sensor for acionado. Como a distância entre os sensores é fixa, o computador calcula a velocidade baseada no tempo que o veículo percorreu essa distância. 

 

É importante saber que os equipamentos de fiscalização possuem flash infravermelho, sendo capazes de detectar e registrar com clareza a placa do veículo sem que o condutor possa enxergar qualquer luz e a qualquer velocidade que o veículo esteja passando entre esses sensores. 

Por exemplo, quando o carro passa pelo primeiro sensor, ele dá início ao processo de aferição da velocidade. Ao chegar no segundo sensor, o computador do radar já dispõe de informações necessárias para calcular a velocidade do deslocamento daquele carro. O terceiro sensor, se existente, é usado apenas para confirmação das medições. Na hipótese do veículo estar acima da velocidade máxima, a câmera fotográfica é acionada para registrar a placa. Com tudo isso pronto, os dados são enviados às empresas e autoridades, que disparam as autuações. 

 

Radares móveis: 

 

Os radares móveis são utilizados da mesma forma dos radares de detecção de aeronaves civis e militares. Eles emitem sinais de rádio até o veículo a ser fiscalizado e o tempo entre as emissões e o seu retorno (reflexão), serve para calcular a velocidade do veículo. 



Hoje, com o avanço da tecnologia, os radares, principalmente os fixos, são utilizados para diversas formas de fiscalização, além da velocidade. 

 

Os radares efetuam a leitura das placas e o seu computador acessa o banco de dados do DETRAN, sabendo se aquele veículo é roubado, se possui multas ou está com a documentação irregular. Pode também ajudar na fiscalização do rodízio de carros, nas grandes cidades, indicar a velocidade média da via, tendo em vista o tempo em que um determinado veículo levou para passar por dois pontos de fiscalização, delatar aqueles que avançaram o sinal vermelho ou pararam sobre as faixas de pedestres e muito mais aplicações, afinal a tecnologia não para de evoluir! 

 

Olhe esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0DVdxkCdu6A  

 

Com todas essas informações, o negócio é andarmos na linha, pois a multa dói no bolso e ainda acrescenta pontos na nossa carteira de habilitação. No momento da raiva, a gente pode até pensar em fazer o que esse pessoal aí de baixo está tentando, mas temos é que ter paciência...

Pesquisa no site http://www.tecmundo.com.br